Espanha: Pedro Sánchez de braços cruzados

Mas os números pintam, ainda mais, este quadro, de manchas e desespero, quando se percebe que 5400 profissionais de saúde já estão infetados, sendo que 2000 foram nos últimos dois dias, devido à falta de material de proteção.

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  • 22:06 | Terça-feira, 24 de Março de 2020
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Nunca, como nos últimos dias, se pediu tanto ao governo espanhol de Pedro Sánchez, para fazer alguma coisa. Numa altura em que que os números crescem tão rapidamente, em que já ninguém dúvida que será a nova Itália, neste cenário de pandemia. Hoje é dia 24 de março. Em Espanha, os números são muito negros, 39.676 pessoas infetadas com o COVID – 19 e mais de 2800 já perderam a vida, durante este estado de pandemia que assola o mundo.

Mas os números pintam, ainda mais, este quadro, de manchas e desespero, quando se percebe que 5400 profissionais de saúde já estão infetados, sendo que 2000 foram nos últimos dois dias, devido à falta de material de proteção.

Jesus Candel, médico espanhol, fez um apelo, através da Internet, para pedir, à população espanhola, donativos, para ser comprado aquilo que o Presidente do governo é acusado de não lhes faz chegar para se protegerem e continuarem a lutar na primeira linha. Máscaras, batas, luvas, material de desinfeção e ainda ventiladores.

Os espanhóis foram generosos e deram a resposta à Associação de Justiça pela Sanidade, que angariou 125 mil euros, em menos de 72 horas, e já fez as encomendas que vai dividir por todos os hospitais que o solicitem através de um email. O desespero levou os enfermeiros e os médicos a trabalharem sem proteção nas últimas horas, o que leva Sánchez a ser acusado pelo Partido Popular Espanhol de ser o responsável por esta calamidade. Agiu tarde, não se preparou, não preveniu e agora não faz chegar o básico para a proteção das equipas de saúde.

Mas Jesus Candel, médico de Granada, vai ainda mais longe e diz que os serviços hospitalares já colapsaram há muito tempo, e que de Madrid continuam a chegar ordens para serem retirados ventiladores das ambulâncias de Andaluzia para servirem a capital. Para o médico espanhol é uma medida sem efeito algum, pois não há profissionais de saúde suficientes para trabalharem com estes auxiliadores de respiração.

Cansados e desesperados, os médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, bombeiros e militares encorajam-se uns aos outros, em dias que nem o sol de Primavera os aquece.

Em Espanha, como em Portugal, esperamos que a luta, que é de todos, possa ajudar a cuidar do maior número de pessoas para que, quando a pandemia passar, estejamos ainda mais próximos, solidários e certos que dependemos todos uns dos outros.

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