Confesso que o Cotrim de Figueiredo, da IL, nunca me iludiu ou enganou.
Bastou-me seguir o percurso profissional trilhado para perceber onde sempre se situou, ele, que até pela gestão do BPP, o banco do Rendeiro passou, com responsabilidades executivas.
Na segunda-feira, na Covilhã, com uma “ingenuidade” e candura política fatal, deixou que o seu inconsciente profundo, onde guarda os conteúdos mais reprimidos, falasse e dissesse quanto no seu íntimo pensa fazer. Freud, o pai da psicanálise teria cabal explicação para isto…
De seguida, ciente da argolada cometida, veio remendar afirmando “É óbvio que não o quero como presidente” para concluir com o compungimento dos contritos “Eu não disse que ia votar André Ventura, o que eu disse é que não me comprometia com nenhuma candidatura e lamento ter sido pouco claro, isso assumo, fui pouco claro.”
Ao agir dessa maneira e depois do voto antecipado, terá induzido em erro muitos dos que nele votaram, simpatizantes de um liberalismo pragmático e não de um liberalismo radical, de extrema-direita, populista e demagógico.
Afinal Ventura, com admiradores dissimulados e secretos deste quilate, reforça iniludivelmente as suas hipóteses, se for à segunda volta, e nela contar com a IL, o CDS e o PSD do “não é não!”.