Pedro Passos Coelho, o antigo primeiro-ministro de Portugal no período de 2011 a 2015, depois de um longo apagamento e uma estratégica fuga à ribalta, regressou agora aos holofotes cheio de genica para cumprir o seu messiânico papel de salvar a Pátria.
Satisfeito deve estar André Ventura, com este precioso aliado, ademais tendo presente a simpatia que Passos Coelho por ele nutre…
Provavelmente ambos terão um objectivo comum: esperarem que este governo caia para se apresentarem unidos como alternativa para uma maioria eleitoral da ultradireita. Será?
A suceder, e nesse hipotético cenário – mais se sabendo que o PSD tem sido um alfobre de migrantes para o Chega – a questão que se coloca é: quem canibalizará primeiro o outro? Dois galos de envergadura no mesmo poleiro lutam até à morte de um deles, é dos livros… ou será mera ficção científica?
Pedro Passos Coelho, licenciado em Economia por uma instituição de ensino superior privado, é professor desde 2018 na universidade que o licenciou e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas que o acolheu.
Outro tanto não sucedeu a milhares de jovens candidatos à docência no ES, portadores de mestrado, doutoramento, pós-doutoramento… mas não fiquem tristes, é sabido que o sol quando nasce não é para todos e lá fora hão de decerto encontrar um futuro risonho, numa sociedade onde o mérito exceda a “simpatia”.
E tenham presente que “a saída da vossa zona de conforto” e a emigração, proposta em 2011 para resolver o desemprego jovem, será somente um alegado “mito urbano”, seja lá o que isso for…