Coelho aos saltos

A suceder, e nesse hipotético cenário – mais se sabendo que o PSD tem sido um alfobre de migrantes para o Chega – a questão que se coloca é: quem canibalizará primeiro o outro? Dois galos de envergadura no mesmo poleiro lutam até à morte de um deles, é dos livros….

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  • 19:21 | Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
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Pedro Passos Coelho, o antigo primeiro-ministro de Portugal no período de 2011 a 2015, depois de um longo apagamento e uma estratégica fuga à ribalta, regressou agora aos holofotes cheio de genica para cumprir o seu messiânico papel de salvar a Pátria.

No seu casulo de direita conservadora, mais próximo do Chega do que da família social-democrata, com  cirúrgico calculismo, percebeu ser a hora de começar a perfilar-se como alternativa a Luís Montenegro e, de aparição em aparição, perdida a discrição, começou a cortar na casaca deste XXIV Governo Constitucional, acusando-o de não ser reformista, de não conseguir levar avante a proposta da lei laboral, criticando a nomeação do novo titular da pasta do MAI, Luís Neves, afirmando que “não se pode passar de director da PJ a ministro”, censurando o governo pelas falhas na resposta à calamidade que assolou o país, etc. E vai a procissão a sair do adro…

Satisfeito deve estar André Ventura, com este precioso aliado, ademais tendo presente a simpatia que Passos Coelho por ele nutre…

Provavelmente ambos terão um objectivo comum: esperarem que este governo caia para se apresentarem unidos como alternativa para uma maioria eleitoral da ultradireita. Será?


A suceder, e nesse hipotético cenário – mais se sabendo que o PSD tem sido um alfobre de migrantes para o Chega – a questão que se coloca é: quem canibalizará primeiro o outro? Dois galos de envergadura no mesmo poleiro lutam até à morte de um deles, é dos livros… ou será mera ficção científica?

Pedro Passos Coelho, licenciado em Economia por uma instituição de ensino superior privado, é professor desde 2018  na universidade que o licenciou e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas que o acolheu.

Outro tanto não sucedeu a milhares de jovens candidatos à docência no ES, portadores de mestrado, doutoramento, pós-doutoramento… mas não fiquem tristes, é sabido que o sol quando nasce não é para todos e lá fora hão de decerto encontrar um futuro risonho, numa sociedade onde o mérito exceda a “simpatia”.

E tenham presente que “a saída da vossa zona de conforto” e a emigração, proposta em 2011 para resolver o desemprego jovem, será somente um alegado “mito urbano”, seja lá o que isso for…

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Publicado em Opinião