A propósito da propalada PSU, razão de indisposições, arrufos e divergências, zangam-se as comadores, como se o trabalho social obrigatório fosse lepra ou vírus contagioso. Eu, livre e esturricado com exemplos tristes, alinho na equipa dos que defendem que os subsídios têm de ser fiscalizados e moralizados. Conforme está, está feio. Prazos mais curtos? Corte, após a primeira rejeição? Trabalho social obrigatório? Seja lá o que for, pior do que está não fica.
Excluo naturalmente os que por razão de doença e idade já não podem. Que Deus, na sua infinita misericórdia, se lembre deles.
Mas com aqueles que chamados para uma oferta de trabalho respondem confortáveis “não tenho perfil para”, “ainda tenho mais um ano e meio”, “não, não quero”, ou faltam, impunha-se medida exemplar e definitiva. Subsídios sim, coesão social sim, integração sim, mas só até ao ponto em que a parte interessada, perante uma oportunidade, não rejeite ou apresente razões substantivas para a recusa. No mais, é acabar com o regabofe alimentado com o dinheiro de todos. Acabe-se com o Estado fofinho, mãos largas, perdulário e anafado.
Venha de lá o instinto prescritivo e assertivo.
As regras e o seu cumprimento não são propriamente ideológicas, são fonte de sobrevivência e continuidade de um tecido social criado harmonicamente.
Um dia, o poço pode secar…
Rebelo Marinho