Ser Mulher

por Vitor Santos | 2016.03.07 - 18:57

 

Vivemos, ainda, numa sociedade machista. As mudanças de mentalidades demoram imensos anos e a da igualdade entre os géneros muito mais.

A história da humanidade relata que as mulheres foram dominadas pelos homens e, sendo assim, isto se dava em decorrência de uma cultura que fez tradição há séculos, por isso, imutável, devendo todos conformar-se com tal realidade, mesmo não aceite, como era o caso de muitas mulheres.

A verdade é que a mulher já ocupa qualquer cargo e exerce profissões que antes só aos homens lhes era permitido. Só os cargos de topo na actividade bancária ou de grandes grupos empresariais parecem ser as excepções – pela negativa.

         As quotas para as eleições de cargos públicos já deviam estar abolidas – deviam ser algo do passado. Um mal necessário que hoje dispensamos. O Ensino Superior é na sua maioria frequentado por mulheres que adquirem as mesmas competências que os homens e vão entrar no mercado de trabalho com as mesmas “armas”. A socióloga Maria Filomena Mónica afirma que “a vingança será terrível” e “que as raparigas têm muito mais ambição”.

         Nunca um jornalista perguntou a um ministro – casado e pai, como concilia a sua atividade política com a sua vida particular. A uma ministra – casada e mãe, é logo a primeira pergunta que se lhe faz: “Como vai gerir o seu tempo de ministra com as de mãe e de dona de casa?!”. Desta forma, quase, inconsciente revela-se quanto a sociedade ainda é machista.

         As mulheres evoluíram muito e, mesmo sendo consideradas como o sexo frágil, quando comparadas aos homens, venceram muitas dificuldades e barreiras. Desta forma, têm exercido atividades que algumas feministas do passado não poderiam imaginar como dirigirem autocarros, serem polícias e, mais recentemente a forte convicção, que os Estados Unidos da América – primeira potência mundial, vão ter uma Presidente.

Porém, há que se destacar que este aumento ainda não é satisfatório, pois o número de mulheres que atingem o topo das carreiras de destaque e conquistam cargos de comando ainda é bem inferior aos dos homens nas mesmas condições.

O que se vive na contemporaneidade não se trata de uma nova polarização: esta nova sociedade busca reconstruir a unidade de um mundo que ficou dilacerado entre um universo masculino definido como superior e um universo feminino, definido como inferior. As mulheres não buscam construir uma sociedade de mulheres. Elas não querem, nem devem, masculinizarem-se.

Mas a mulher moderna tem desbravado caminho. É ágil, segura, confiante e possuidora da capacidade de enfrentar os desafios dos novos tempos, sem nunca perder a sua feminilidade. Um mundo sem mulheres não era para mim!

A todas vós, bem-haja!

Vitor Santos nasceu em Viseu no ano de 1967. Concluiu o Curso de Comunicação Social no IPV. Conta com várias colaborações na Imprensa Regional. Foi diretor do Jornal O Derby.

Pub