A importância do Instituto Politécnico na economia local

por José Carreira | 2014.05.20 - 08:49

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) encomendou um estudo para avaliar o impacto das instituições de ensino superior na economia das regiões em que estão sediadas. Segundo o jornal Público (19/05/2014), foram escolhidas sete instituições (Bragança, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu). De acordo com o relatório final do estudo O Impacto dos Institutos Politécnicos na Economia Local, o peso do instituto politécnico na economia da região de Viseu atinge 4,47% do PIB.

O estudo também evidencia que a existência destas estruturas contribui para a fixação dos jovens que eventualmente iriam estudar para outras regiões do país ou estrangeiro. Outro dado resulta da inacessibilidade de muitos alunos ao ensino superior, caso tivessem que se deslocar para outras instituições do ensino superior.

O impacto na criação de emprego também é bastante relevante.

Por estes dias, numa conversa de esplanada, um dos convivas referia a ligação entre o Politécnico e as empresas da região, exemplificando: “Tenho, hoje, um sócio que foi meu aluno, estagiário e colaborador”.  Também tenho vários amigos que se formaram no Politécnico e que criaram as suas empresas, sendo empreendedores e empresários de sucesso conseguindo mesmos, alguns deles, a internacionalização dos seus produtos.

Mesmo sem os dados concretos do estudo, estou em crer que não será difícil reconhecer a importância do Politécnico de Viseu na região.

Já correu muita tinta com argumentação acerca da criação da universidade pública em Viseu. Se esta possibilidade, no passado, não se concretizou, no presente e no futuro não passará de uma utopia. Se somarmos a austeridade que assola o país à diminuição constante da taxa de natalidade, o resultado será a diminuição do número de alunos em todos os ciclos de ensino, fazendo-sentir mais ainda no ensino superior.

A aposta deverá passar pelo diálogo entre as instituições do ensino superior existentes, de modo a que as ofertas curriculares sejam diferenciadas e possam dar respostas ajustadas às necessidades das empresas da região.