Viseu, rotundas e gatos

    O anterior presidente da Câmara, Fernando Ruas, entre outras, ficou também conhecido pelas suas rotundas, um pouco espalhadas por toda a cidade de Viseu, bem ajardinadas e, fundamentalmente, fluidificadoras dos fluxos rodoviários. Basta vermos a saída de Viseu para o Caçador onde meia dúzia de “modernos” semáforos “empastilham” o trânsito até à perda […]

  • 19:09 | Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
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O anterior presidente da Câmara, Fernando Ruas, entre outras, ficou também conhecido pelas suas rotundas, um pouco espalhadas por toda a cidade de Viseu, bem ajardinadas e, fundamentalmente, fluidificadoras dos fluxos rodoviários.
Basta vermos a saída de Viseu para o Caçador onde meia dúzia de “modernos” semáforos “empastilham” o trânsito até à perda de paciência, para percebermos, mais abrangentemente, a visão pragmática de Fernando Ruas.
Vem este intróito chamado à colação por ter visto na passada 6ª feira um rancho de 8 jardineiros afadigados numa Rotunda da Avenida da Europa, naquilo que será um pouco da perspectiva impródiga do fazer autárquico de Almeida Henriques, sempre a tentar deixar a parada a brilhar mas com o lixo acumulado por onde a vista “passante” menos alcança.
Aliás se mais não bastasse, nessa Avenida e no sentido ascendente, basta percorrer 900 metros para ver, em gradação. A importância que cada rotunda tem, à medida que se vai afastando do olhar de quem passa. Esta é a política de gradualização do que a vista alcança. Este é o eixo górdio da política de AH.
E basta ir ao designado Centro Histórico que penso cingir-se aos largos da Sé e Dom Duarte, locais onde o fogo-faralho estraleja até à exaustão e em incoerentes medidas sem qualquer coesão à vista, bastando de seguida calcorrear os perímetros adjacentes, por todas as ruas e ruelas que deles refluem para vermos o estado confrangedor e os “inconseguimentos” deste autarca, sem fio condutor na sua actuação.
 
O desmazelo, o lixo, a poluição visual, as ruínas e o estado geral de abandono prova inequivocamente que a promissora e esperançosa Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) foi um fiasco tão evidente que o Tribunal de Contas ordenou inapelavelmente a sua extinção por insolvência e ilegalidades várias.
Quando as bocas alarves atroam os ares com slogans visuais e auditivos de grande alcance mediático e maior envergadura virtual, há que perguntar quantas cidades de Viseu existem na mente de Almeida Henriques e ponderar seriamente se, em síntese, não há apenas uma disfuncional confusão e miopia acerca da cidade de Viseu real e da Viseu virtual… onde ele parece viver com os seus “ideólogos do regime”.
 
Nota: a 50 metros das rotundas acarinhadas, outras portas e outras vistas se abrem sobre o Centro Histórico, com lixeiras e perigosos “lagos” abertos; também a radial de Santiago, que não anda nem desanda, foi mandada encerrar pelo valente vereador do respectivo pelouro, num acto malévolo próprio de quem tem poder sem substância ou fundamento; próprio de quem, quando não sabe que mais fazer e quando a “cabecinha” não adrega a encontrar soluções, encontra na proibição a resposta a todos os problemas.
Para isto não precisávamos de um vereador. Bastava uma daquelas placas em que a CMV é tão pródiga…

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Publicado em Editorial