Um foguetório, o orçamento da CMV: Estralejo para o autarca, lágrimas e canas para os munícipes…

por Paulo Neto | 2014.10.31 - 00:01

 

 

 

O Partido Socialista em Viseu, pela voz do seu líder de oposição à Câmara, foi lapidar nas considerações prévias para fundamento da não aprovação do orçamento para 2015, o que prova que mantém “a mão” e só a perde quando, como no orçamento transacto, outorgou procuração a um inepto mandatário.

Diz assim, em poucas palavras, muito referindo:

 

I:

Num ano em que volta a aumentar o valor das receitas correntes (mais impostos cobrados aos viseenses) não se vislumbram nas opções do plano políticas para o crescimento e para a criação de emprego;

II:

Na actual crise económica que vivemos, o Município de Viseu, através deste orçamento, declara-se aos viseenses cada vez mais rico, esquecendo-se que os viseenses estão cada vez mais pobres;

III:

Insensível às cada vez maiores carências das nossas famílias, o Município de Viseu não demonstra ter uma estratégia de apoio social que vá para lá da caridade…

 

E mais não precisava de invocar!

Ademais, Almeida Henriques, no seu delírio mediático, não resistiu à estratégia de marketing, no mínimo descortês, de dar uma entrevista a um órgão de comunicação social, revelando na véspera o que deveria dizer, em 1ª mão, aos seus pares, no dia seguinte. E fá-lo sem margem para equívocos ou dúvidas:

 

“É um orçamento que reforça a solidez financeira do município, porque se entrarmos em linha de conta com o que a lei designa como equilíbrio orçamental, as nossas receitas correntes são superiores às despesas correntes e amortizações de médio e longo prazo, o que significa que há um ganho de solidez financeira de cerca de 8,2 milhões de euros”.

 

Ou seja, prepara-se para ir buscar o dinheiro, em impostos, ao bolso depauperado dos munícipes, para continuar a estoirá-lo em foguetórios que lhe dão efémero brilho, deixando as lágrimas e as canas para o contribuinte…