Três breves notas…

por Paulo Neto | 2016.01.05 - 13:57

 

 

Por aqui, 08h00, a temperatura a rondar os 3º. Frio e muita chuva. Mais cuidados na circulação viária. Ter em atenção que com este tempo, agravado pelas rajadas de vento e as entupidas bermas a regurgitar água para o meio da estrada, a cautela deve ser redobrada, a velocidade diminuída, o espaço entre veículos aumentado.

A visibilidade diminui, a distância de travagem aumenta, a via, com o deficiente escoamento, está cheia de lençóis de água e o efeito de “aquaplaning” — quando o pneu, pela velocidade, perde o contacto com o alcatrão — gera com facilidades despistes a velocidades acima dos 100km/h.

Tudo isto acrescido por um parque automóvel dos mais velhos da Europa, sector asfixiado de impostos, porque os portugueses há muito perderam o seu mínimo poder de compra. Hoje, em muitos casos, nem dinheiro há para a correcta manutenção dos veículos, a nível de pneus, travões e amortecedores…

Ontem, ao fim de almoço, fui de Viseu a Mangualde. Em escassas duas dezenas de quilómetros presenciei três “toques” e um despiste na A25 (descendente) de um veículo, presumivelmente por “aquaplaning”…

 

Marcelo Rebelo de Sousa, por efeito de cansaço, nervosismo ou incipiente e inquietante perda de memória (síndroma de Belém?) já troca o nome dos candidatos.

Ontem, no debate, Marisa passou a ser Catarina.

Talvez no seu subconsciente se assemelhem ou talvez tenha sido, tão somente, uma amostra das cínicas artes da retórica que Marcelo, bem menos comedido que o antigo primeiro-ministro seu padrinho, Marcelo Caetano, usa para desvalorizar o oponente ou adversário.

Qualquer dia chamará Henrique Neto a Sampaio da Nóvoa, como Marisa Matias lhe poderia chamar a ele Tino, se usassem da mesma “eloquente” argumentação.

 

Esta madrugada vários hospitais aproximaram-se perigosamente do seu ponto de ruptura operativa.

Ainda estamos a mais de um mês do pico das gripes e, o tempo médio de espera numa urgência ronda as 12 horas. As macas esgotaram. Enfermeiros e médicos não chegam para as “encomendas”. Os utentes carenciados, principalmente os “descartáveis” e fragilizados idosos fazem bicha pelos corredores.

Aqui está o milagre económico de Paulo Macedo que seguiu piedosa e fielmente as directrizes de Coelho&Portas no desdém pela saúde dos portugueses, no assassínio do SNS e em prol da saúde privada.

Com restrições de todos os tipos, milhares de enfermeiros e centenas de médicos e funcionários a menos, agravadas pelos sistemáticos cortes cegos num sector já de si tão carenciado pelo envelhecimento populacional e pela degradação das condições económicas, mostra, nua e crua, a “política social” dos recentemente despedidos