Tondela merece… E Viseu?

por Paulo Neto | 2015.05.25 - 17:36

 

Sou muito ignorante em matéria de desporto e mais no que toca ao futebol, desporto-rei dos portugueses. Admito a minha imperfeição. Porém, uma coisa é certa, regozijo-me e muito com a subida do Tondela à Iª divisão Nacional. É o culminar de um percurso duro de calcorrear, mas feito com abnegação, muita coerência e enorme paixão. Toda a equipa e o seu treinador estão de parabéns, assim como todos os aficionados, patrocinadores e a autarquia tondelense, agora com responsabilidades agravadas e decorrentes deste justo e suado Troféu.

Por seu turno, o Académico de Viseu merecia carinho igual de todos os actantes e não apenas o fidalgo e sacrificado apoio só de alguns. A autarquia local não esteve ao nível dos anseios do “seu” Académico e não o tratou como merecedor de “Viver Viseu”. Se fosse vinho… outra piqueta lhe cantaria.

 

No Iraque milhares de autóctonesYazidis fogem em massa dos radicais islâmicos que matam, torturam, violam, escravizam e vendem milhares de jovens desta etnia. O fim do mundo é ali. É ali que a civilização resvala para o seu mais negro buraco de que o mais dantesco inferno tem inveja. Impávido o mundo assiste curioso, como se fora uma corrida de galgos afegãos, a ver quem consegue cortar a meta, que o mesmo é dizer, quantos almejam fugir às garras da morte, com os seus idosos nos braços doridos e seus filhos aos colos dormentes. Isto é o apocalipse. Esta gente não é humana. É a Besta à solta.

 

A Espanha, nas suas eleições municipais, esboroou o poder local de Rajoy que perdeu seus maiores bastiões, deixando já entrever a derrota legislativa que virá de seguida. Hoje, em Espanha, o bipolarismo com o PSOE sofreu abissal alteração, mostrando nova realidade eleitoral, com novas fusões, alianças e diferenciadas estratégias no poder local.

 

Maria Luís Albuquerque já ameaçou os aposentados portugueses de que se o PSD ganhar as eleições de Outubro serão saqueados de 600 milhões de euros nas suas já tão depauperadas reformas. Isto para ir buscar parte do dinheiro que precisa para aumentar as polícias, promover 6 mil militares e subir em mil euros o salário aos magistrados. Entretanto, depois de privatizada a água portuguesa, está por um fio a TAP e o resto que falta e ainda tem algum valor. Coelho cumpre, sereno e impávido, o seu caderno de encargos de vender Portugal. Antecipando o futuro e ao que se anuncia, dona Maria estuda a sua ida para quadro superior do BCE. E bem merece… fez tudo direitinho!