Somos um país de ingratos… não é, Miguel?

por Paulo Neto | 2016.01.14 - 18:28

 

… só assim se compreende que muitos de nós não tivessem apreciado, aceitado e estimulado a competente genialidade do ex-governante Miguel Relvas.

Debate quinzenal com a presenca do primeiro ministro. Miguel Relvas

(Foto DR)

 

Em vez de terem andado a xingar o juízo do notável ministro de Passos Coelho, com cantorias políticas em toda a parte onde o senhor aparecia, ainda por cima e ao que parece com uma “modinha” cuja letra ele desconhecia e não fazia parte do Top10 das suas preferidas; em vez de andarem a congeminar anedotas bocagianas; em vez de andarem por aí a pôr em causa a solidez das suas habilitações académicas — como se isso tivesse alguma relevância na ministerial competência –; em vez de regorgitarem cabeçalhos de jornal com “tricas & baldricas… deviam ter dado graças ao Criador pela excelência e presciência do ora governante, formado e firmado na Universidade da Vida, escola que mais alunos tem dado a o mundo e gerado mais ilustres individualidades que Oxford, Cambridge ou a Lusófona.

E por pensarmos curto, não termos o lato senso da enormidade do planeta, como Gamas e Cabrais d’outrora, por tanto vilipêndio sofrido — e quem não se sente não é filho de boa gente — o Senhor Miguel fez as malas e fez-se à diáspora lusíada.

Mas a quadratura do mundo sempre prevaleceu nos sensatos sábios de ontem e de hoje, apesar das invencionices de um tal Galileu (ou terá sido Copérnico?) e, dando o exemplo da justa avaliação dos altos quadros desta Nação esbanjadora de talentos, logo Aznar — esse donairoso hermano — lhe deitou a mão, convidando-o para as reuniões do Think Tank Atlantic Council, ainda a tinta não tinha secado do extraordinário livro dado ao prelo pelo Senhor Miguel e acerca da Reforma Administrativa Local, tema tão de seu empenhado agrado e tão mal compreendido por alguns ingratos autarcas da Nação.

Ademais, os alemães, que há muito têm finíssimo olho para caçar talentos, principalmente os de Munique, asinho o levaram para “senior adviser da Roland Berger”, essa célebre consultora teutónica.

Logo os “bifes” retaliaram em voo picado e para não perderem o élan, céleres encetaram com o Senhor Miguel uma parceria com a Aethel – projectos e investimentos, asfixiando quase — não fora o seu provado denodo e abrangente competência — o dono da IntegraBalance, afamada empresa de consultoria, no seu nome contendo os pratos da justiça e a postura de um “inteiro” tuga de lei.

 

E depois admiram-se dos nossos jovens emigrarem…

Hoje as oportunidades são globais e tanto num ápice se está em Bruxelas, como na Indonésia; em Berlim como em Istambul.

Ademais agora, quando o país está ligado a Vila Real e ao aeródromo de Tires por fulgurantes Pégasos…

 

O Senhor Miguel Macedo, na sua senda imparável, acabou por confessar fazer também uma perninha com os seus conselhos ao candidato Marcelo. Bem precisa, ele que tão intempestiva e abruptamente se afastou dos políticos do PSD e do CDS como se tivessem sarna ou mixomatose… Marcelo bem carecerá deste senior adviser.

E ao que parece, e porque uma onda de sorte benfazeja nunca vem só, logo o recatado “Master of the Atlantic”, o dr. Alberto Jardim, ele próprio, que nestas coisas nunca recua nem fica atrás, se disponibilizou também para estratégico adviser de MRS.

Congratulamo-nos com tais e tão poderosos apoios. O PSD nunca abandona um amigo à procela circunstancial da dura e inclemente “mareância” política. É justo!

 

Entretanto, ontem, Maria de Belém veio a Viseu mal recomposta daquele falhanço do jantar no restaurante que afinal estava fechado (isto só mesmo lá para baixo, por cá para cima todos sabemos quais encerram à 2ª feira…) e conseguiu juntar um discreto grupo de amigos e fiéis apoiantes, manifestamente indispostos, pois ao que apurámos junto do Compadre Zacarias — cuja tia da prima de um sobrinho esteve presente — a coisa mais parecia um “velório”.

Pudera… sem os conselheiros de Marcelo!