Seguro com… Seguro

por Paulo Neto | 2014.05.27 - 19:48

 

Domingo à noite Pacheco Pereiro referiu-se ao líder do PS como o seguro de Passos Coelho. E não é por acaso ver-se por aqui e por além, nas redes sociais, indivíduos afectos aos partidos da Aliança Portugal a afirmarem que Seguro é o melhor líder dos socialistas.

Este elogio em tais bocas, ou é profundíssima ironia, ou sentimento arreigado da essência das palavras de Pacheco Pereira.

O líder do PSOE – com um resultado mais desastroso – demitiu-se no “day after”.

No PS, “the day after” é um calafrio espinha acima de muitos, pesadelo que nem querem ver…

António José Seguro, no domingo e até à meia-noite, tinha todos a falar numa quase só voz. Até Assis apareceu num esfuziante deslumbramento, prestes a entoar a Maria da Fonte. Estaria satisfeito, é natural.

A partir da meia-noite AJS ficou sozinho. Todos já o perceberam. Menos ele. Ficou a falar sozinho.

Todos já perceberam que um líder frouxo congrega em seu redor generais fracos e só leva as tropas ao desastre. Um Sebastião nas areias de Alcácer Quibir.

E quem mais do que ninguém o entendeu e até fala numa possível e previsível aliança futura, foi Passos Coelho, cansado de trocar taças de cicuta com Paulo Portas.

O PS será em breve o maior partido político de Portugal ou a sua 3ª força política, atrás do PSD e da CDU.

Aí, rapando as migalhas do fundo do tacho, sempre pode fazer uma aliança com Marinho e Pinto ou Paulo Portas. Mas duvido que algum deles aceite…