Quem andou Seguro a enganar durante três anos com aquele falso ar de “queque da Linha”‘?

por Paulo Neto | 2014.09.24 - 12:57

 

 

 

Confesso que não vi todos os debates Costa-Seguro. Não terei perdido grande coisa, nem teria saído mais informado sobre as macro propostas estruturantes… Hoje estive atento e se ainda tivesse a capacidade de ficar chocado com atitudes de políticos, António José Seguro ter-me-ia certamente posto nesse estado.

Acredito que o desespero seja gerador de desnortes. É compreensível. Porém, mesmo assim, não legitima que se desça tão baixo e transforme um frente a frente que se queria elucidativo num combate vil de rua.

Se votasse nestas primárias teria tomado aqui uma clara posição: António Costa. Não pela igualdade ou afinidades entre ambos, mas pelas desigualdades em termos de carácter, postura e dignidade.

Quando os fins justificarem todos os meios em que maquiavélico oportunisa-carreirista estamos nós a votar? Porque nunca mostrou Seguro esta faceta a Passos Coelho, o verdadeiro opositor? Quem andou Seguro a enganar durante três anos com aquele falso ar de “queque da Linha”‘? Afinal o “beto” tem garras, mas não para fazer política no Parlamento. Apenas para defender o seu “status quo”…

 

Constrangedora performance a da ministra da Justiça, hoje, ao ser questionada na comissão de inquérito. Perante a catástrofe gerada, a senhora nada reconhece, nada aceita como crítica, nada se contrita. É casmurra e nada humilde. Tornou-se em mais um peso morto às costas de Coelho, cujas embrulhadas pessoais já lhe dispensariam mais carrêgo no lombo… A decadência, das pessoas e das coisas traz sempre desvairos estertorantes pouco dignos. É o caso de mais este outro casmurro, certamente o casmurro-mor, isolado no seu casulo hermético, completamente alheio da realidade, vivendo numa “wonderland” virtual onde tudo é mais-que-perfeito. Ou então é mais pérfido do que o pensado e está a cumprir, geometricamente e à risca a tarefa de que foi incumbido…