Qual o futuro dos grandes grupos da comunicação social?

por Paulo Neto | 2016.11.24 - 10:51

 

Media Capital, Cofina, Impresa, Global Media Group… estes nomes dizem-lhe alguma coisa?

São as empresas detentoras da comunicação social em Portugal. Que têm em comum? As dificuldades financeiras por que estão a passar.

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A Media Capital tem como presidente do conselho de administração Miguel Paes do Amaral e detém os seguintes órgãos:

TVI, TVI24, TVI Internacional, TVI Ficção, TVI Reality, TVI África, Plural Entertainment, Rádio Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM, Vodafone FM, Cotonete, Lux, Lux Women, Maxmen, IOL, Portugal Diário, Agência Financeira, Mais Futebol, Farol, TVI Music, CLMC.

A Cofina é uma holding detida pela Cofihold e a Altri. O seu presidente é Paulo Jorge dos Santos Fernandes. Detém o Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record, Destak, Metro, Flash!, TV Guia, Máxima, Vogue, Sábado, Correio da Manhã TV, XL.pt.

A Impresa é propriedade de Francisco Pinto Balsemão. Detém a SIC, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC Caras, SIC K, SIC Internacional, Jornal Expresso, Jornal de Letras, Jornal da Região, NP – Notícias de Portugal, ACTIVA, Arquitectura & Construção, AutoSport, Blitz, Casa Cláudia, Caras, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, FHM, Ideias, Mística, Sírius Magazine, Stuff, Super Interessante, Surf Portugal, Tele Novelas, Turbo, TV Mais, Visão, Visão História, Visão Link, Visão Júnior, Visão Vida e Imagens, Info Portugal, Escape by Expresso, Olhares, Tribuna, ActingOut, Bloom Graphics, Cinforma, Gesco, GMTS, Imprejornal, Impresa Media Criativa, Impresa – Novas soluções de média, Lusa (23%), Office Share (50%), Sic Esperança, Sim- Aceleradora de Starups.

A Controlinveste, antiga Lusomundo Média e actual Global Media Group é propriedade de António Mosquito Mbakassie, Joaquim Oliveira, Luís Maltez, BCP e Novo Banco.

Detém o Açoriano Oriental, buzzmedia, Delas, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Dinheiro Vivo, Evasões, Jornal do Fundão, Jornal de Notícias, Loja do Jornal, Mais, Notícias Magazine, Notícias TV, Notícias IN, O Jogo, QI, Volta ao Mundo, TSF.

Os três primeiros grupos, segundo o Jornal i, têm uma dívida de 371,7 milhões de euros, mais 100 milhões da antiga Controlinveste.

A Media Capital com 114, 7 milhões de euros;

A Cofina com 56,5 milhões de euros;

A Impresa com 200,5 milhões de euros.

A publicidade que é a principal fonte de receitas tem vindo a decrescer, assim como a venda em banca e receitas de circulação. Começam a fechar-se títulos e os despedimentos e rescisões a surgir.

Grandes títulos mudam de mãos, por exemplo, o DN, o JN e a TSF, que já são dos chineses, pretendendo os franceses da Altice comprar a TVI, Rádio Comercial e a Plural.

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A era digital-global trouxe uma revolução ao sector e vive-se ainda um período de transição onde se assimilam e transformam as novas tecnologias da informação, por forma a adaptá-las à nova realidade que conta com a internet, por exemplo, como factor de concorrência a crescer diária e globalmente de uma forma brutal.

É o tempo da reinvenção de toda a comunicação social, de alteração definitiva de meios e modos, de tecnologias, de captação de novos públicos, etc.

A comunicação social mais tradicional, que conta ainda com a adesão decrescente de uma certa geração mais velha, tende a adaptar-se aos novos gostos e aos novos meios das gerações mais actuais, situadas em média entre os 18 e os 54 anos, sendo as mulheres, em geral maioritárias no acesso às novas tecnologias, com 56% contra 44%.

O que nos trará o futuro muito próximo?