Psicopatias graves, as de Coelho, que anda por aí a “bombar”…

por Paulo Neto | 2016.02.29 - 19:05

 

 

“Estamos a recuperar da crise e eu, se estivesse no governo, estava a bombar para que a crise ficasse cada vez mais para trás e nós pudéssemos crescer para criar mais ainda oportunidades de emprego para aqueles que ainda não têm”.

 

Engane-se quem julgar esta frase proferida por António Costa. Foi hoje numa escola secundária na Amadora e perante uma plateia de alunos.

Há neste tipo de comportamento uma espécie de obnubilação da realidade e uma transmutação do virtual em real que mostra um indivíduo desajustado, ausente noutra sincronia temporal (passe a tautologia), incapaz de perceber – ou percebendo-o perfidamente e mais a psicologia dos seus destinatários – que deixou de ser primeiro-ministro há 3 meses e picos, que é oposição a contra-gosto, que não vivemos na Disneylândia e que, o pior parvo é aquele que faz, recorrentemente, dos outros parvos.

Este fulano e os seus sicários da governação não se conformam com a realidade que aos poucos se está a construindo contra todos os estigmas miseráveis por eles deixados, com a lenta reconstrução de um país mais social e solidário, com um OE mais justo – o possível – e com um país menos oferecido de bandeja aos seus ricos patrões e omnipotentes mercados.

Por isso, como um miúdo a quem tiraram o chupa-misto, chora baba e ranho, junto dos comparsas do PPE, no parlamento, nas escolas que continua a inaugurar anos após a sua inauguração e em comícios que vai fazendo, por esse país fora, à custa do erário público.

Portas foi às bananas. Este nem para isso adrega a ter jeitinho. Daí, viver encapsulado na sua redoma de “back to the past 2”, iludindo alguns cândidos alvos, mas, principalmente, bebendo diariamente o elixir da ilusão, roído por outros estarem a fazer o que ele não conseguiu e, pelo contrário, destruiu.

Orçamento: a direita repete todos os dias que a proposta não presta, que as previsões são irrealistas e, até (pasme- -se), que há um “grande aumento de impostos” – isto dito pelos mesmos que, no governo anterior, decretaram um “enorme aumento de impostos”, o maior de sempre na nossa história financeira! E, é claro, os jornais, rádios e televisões seguidores do pensamento único garantiam-nos todos os dias que aquele Orçamento não passaria em Bruxelas. Contudo, o imprevisto aconteceu: com as inevitáveis alterações que sempre resultam de qualquer negociação, a Comissão Europeia e o Eurogrupo aprovaram, pela primeira vez (desde a criação do euro), um orçamento social, e não um orçamento neoliberal! Não há ninguém com coragem para o dizer?

Di-lo hoje na revista Visão, Diogo Freitas de Amaral. Plenamente de acordo, senhor Professor…