Os iluminados e os alcoviteiros

por Paulo Neto | 2015.01.20 - 17:05

 

 

Guerra aberta entre Afonso Camões, director do JN e Octávio Ribeiro, director do CM mostra aquilo que parece ser uma verdade cada vez mais emergente: os grandes grupos neo liberais económicos controlam os média que, e por sua vez, se prestam ao “alcoviteirismo” rasteiro entre os diversos players económicos, políticos, jurídicos e da comunicação social, numa estranhíssima confusão entre o 1º, o 2º, o 3º e o 4º poderes…

Afonso Camões refere-se ao CM como a “Coisa”, não o citando mas mantendo a inicial “C” e tecendo acusações duríssimas. Por seu turno, Octávio Ribeiro diz que o “colega” é “um homem acossado e irado”.

No eixo da polémica está José Sócrates, estão as constantes fugas de informação e está um tipo de jornalismo serventuário dos mais inconfessados e iníquos interesses.

O 4º poder — como escrevi há dias num editorial do RD — deixou de ser a voz dos sem-voz e já nem poder é, mas sim servilismo de quem pode…

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Novus ordo seclorum 

Vivem-se novas eras com muitas e novas mudanças. Compreendê-las é ler nos tempos que correm a inquestionável verdade que não queremos ver: andam 3.5000.000.000 sub-habitantes do planeta Terra a trabalhar como diligentes escravos para 80 arquibilionários mundiais, abomináveis números que nos dizem que os haveres destes são superiores a todos os teres daqueles.

Esta era do incipiente século XXI é a de um neo-esclavagismo mundial. Um esclavagismo tanto mais pérfido quanto deixou de se ver o látego dos negreiros, pois os novos escravos, numa pirâmide hierárquica bizarra são, degrau a degrau, até à base, os capatazes subservientes dos poucos sem rosto seus amos.

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Estranho mundo este saído de uma milenar pseudo treva espiritual para uma escuridão onde luzem parcos illuminati, com um só olho gerador de muita luz, mas apenas para mero e exclusivo proveito próprio do seu círculo de  iniciados.

Um novo feudalismo mas muito mais rentável, insidioso e global.

E balindo, no calor cadente dos corpos encostados, lá vai o imenso rebanho de mansos cordeiros a tropear para a ara. E já nem carecem de cajado, pastor ou cão de guarda. Robotizaram-se e perderam a noção do sul ou do norte… Basta-lhes um dedo hirto a ordenar: “Vão por ali!” E o rebanho, feliz na sua acefalia ruminante corre e esmaga a solitária voz inconformada que ainda, sem forças ousava sussurrar: “Não vou por aí!”,

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