Os candidatos à autarquia de Viseu

por Paulo Neto | 2016.12.13 - 09:45

 

 

Sabendo-se que o PSD terá para a CMV dois putativos candidatos para as próximas autárquicas, um que anda aos saltos por todo o lado a apregoar-se e outro que sofre no silêncio dos seus dilectos apóstolos a angústia dual que o partilha entre o desejo de ser e a fidelidade ao aparelhismo partidário, há que felicitar um partido gerador de tais dinâmicas impulsivas e fértil em audazes de peitos às balas dados, assim vergados ao espinhoso espírito de missão e cidadania.

Ao contrário, no PS, leira tornada sáfara pelo auto designado “coeso e próximo” Borges, o seu grande líder distrital, nem com um farol se consegue lobrigar um candidato ao penoso calvário.

O compadre Zacarias afirma até, com sua justa e antiga sabedoria, ser mais fácil “encontrar agulha num palheiro.”

Na impossibilidade de serem aqueles que tinham o dever de assumir o seu denodo partidário, o dito líder, ele próprio e o jovem secretário de Estado da Juventude e Desporto, cometa ascensional na galáctica governativa – onde poderá chegar a ministro se entretanto houver despedimentos – nesse incontornável obstáculo, por falta de ímpeto e disponibilidade dos citados, o PS tem sempre a presente e nunca desistente Lúcia Silva, uma lutadora, para as horas más e para as horas boas. Salvará a honra do convento…

No CDS um nome se presentifica com perfil para dar um candidato capaz, competente e presente: Carlos Cunha, o actual presidente da concelhia local. Carlos Cunha revelou a sua serenidade e capacidade interventiva, a sua “garra”, transmitindo a certeza de ser um dos mais sérios e ponderados cabeças de lista que o CDS pode apresentar.

No PCP existe uma fé inquebrantável em Filomena Pires. Uma mulher de acção. Corajosa. Estudiosa dos dossiers, sabedora das matérias e de uma intervenção pública e na Assembleia Municipal, de uma lucidez e assertividade inquestionada.

Sobre o BE, depois de António Gil, reconhecido por seu mérito e intelectualidade, difícil será encontrarem candidato que se lhe assemelhe.

Às portas de Janeiro, o primeiro mês do ano de todos os desafios autárquicos e a meta temporal para começarmos a ver no terreno quem tem pulmão para a maratona de Outubro, estamos de camarote… a assistir ao desfile.