Os 130 anos de Aquilino

por Paulo Neto | 2015.09.18 - 15:49

 

 

Quando me instalo na aldeia – e nunca será para menos do que os três meses de verão – hei-de levantar-me infalivelmente com a alba. À sua luz indecisa bailavam os turdetanos, nossos avós, saio eu com a minha indócil pachorra…”

Aquilino Ribeiro, in Geografia Sentimental.

 

Estou de abalada para Soutosa, terra onde os pais de Aquilino viram luz e onde o escritor passou muitos dos seus verões e onde muitas vezes se acolheu em fuga de tormentosas tempestades.

A FAR, rotativamente nas mãos das três autarquias das Terras do Demo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva, por iniciativa da primeira, para recordar os 130 anos da vida do escritor, organizou uma tertúlia a que foi dado o tema “Falar Aquilino”.

Pois será no espaço da biblioteca, hoje, às 18H30 e contará com a presença de um dos maiores aquilinianos, Alberto Correia, com o neto e filho do saudoso engº Aquilino, também de seu nome Aquilino e com o subscritor deste texto.

Remata-se com um Demo de Honra.

Será modesta homenagem, mas é sempre um sentido acto e a mais que todas evidente prova de que o Mestre não está esquecido e, porfiadamente, os seus cultores o recordam a seu modo.

Mas o melhor modo, a melhor homenagem, não esqueçam, é ler as suas obras, plenas de vitalidade e tão pujantemente vitais quanto a vida exemplar de lutador pela Liberdade, que foi a do seu criador.