Ontem, hoje e amanhã…

por Paulo Neto | 2014.09.27 - 13:05

 

 

ONTEM

Acabrunhante, um primeiro-ministro no Parlamento, tartamudo, a fugir à questão fundamental que todos queríamos ouvir respondida e a avocar, até, “subvenções vitalícias” que nunca pedira (porque a elas nunca tivera direito…). Quanto a montantes recebidos… nada!

Uma conferência oportunista da Tecnoforma que aproveitou bem o tempo de antena para se queixar, ameaçar muita gente e deixar no ar: jornais, jornalistas, comentadores e até ministros quem se meter connosco vai parar à Justiça. Será que tal “pânico” indicia algo a temer nesta fuga para a frente? Quanto ao essencial que houvera levado ali dezenas de jornalistas, nada de relevante. A mesma coisa, à noite, na SIC Notícias com Clara de Sousa. O advogado da Tecnoforma teve o seu momento de glória… palavroso e hábil mas a tropeçar nos verbos com muita ligeireza. Deve ser o Acordo Ortográfico…

Será possível que os jornalistas do Público tivessem sido impedidos de estar presentes nesta conferência de imprensa, sendo-lhes negado o direito à informação? E que os restantes jornalistas, num acto de solidariedade, não tivessem virado as costas ao “interditor”, deixando-o a falar sózinho? Não acredito…

HOJE

O dia que antecede as primárias socialistas para eleição do secretário-geral. Ponto final no “vale-tudo”. Qualquer que seja o resultado de domingo há muita ferida a cicatrizar. Aquele que sair vencedor deste inovador sufrágio tem um titânico trabalho pela frente: o de unir, reerguer, afirmar e confirmar um partido “esfrangalhado” que poderá, a breve trecho, ser Governo de Portugal.

AMANHÃ

Deverá estar Almeida Henriques, na véspera do Iº aniversário da tomada de posse como autarca viseense, a preparar o documento que irá ler aos microfones e câmaras de televisão de todo o mundo (BBC, Al Jazeera e CNN incluídas) com o balanço dos primeiros 365 dias do seu mandato. Estamos curiosos em saber o que foi feito de substantivo, para além das inaugurações das obras deixadas prontas por Fernando Ruas e das 56 semanas de festa nas ruas de lojas fechadas, falidas, vazias. O efémero ao invés do duradoiro. O adjectivo em vez do substantivo. O fácil a “obnubilar” o difícil… O estado de graça a chegar ao seu término e os viseenses a quererem perceber se o que se esconde por detrás de todo este imenso “bruáá” mediático é um imenso vazio de ideias não concretizadas.

DEPOIS DE AMANHÃ

… ?

 

(foto DR)