O PS Viseu está às moscas? Não, tem 3 mosqueteiras….

por Paulo Neto | 2016.11.12 - 11:17

 

 

A política de proximidade e coesão actualmente vigorante por parte de quem (ainda) tem alguma capacidade decisória, está a dar resultados. O PS Viseu não tem candidato para concorrer à autarquia local.

Entre as mulheres, mais activas neste domínio que a maioria dos homens, emergem com mais ou menos timidez três plausíveis nomes.

Por voluntarismo, o de Lúcia Silva, da DNMS. Por obrigação, o da presidente da Concelhia, Adelaide Modesto. Por simpatia, o da vereadora Rosa Monteiro.

Se qualquer uma das referidas daria uma boa candidata, uma vez que António Borges nunca ousaria dar o rosto por tal luta, que João Paulo Rebelo está guindado ao pico do “seu” Himalaia e indisponível, corre-se até o interessantíssimo risco de o PS apresentar uma lista a Viseu com três damas nos três primeiros lugares. A révanche “clintoniana”… Faria história. Seria inédito. Talvez os homens aparecessem, depois, a pedir alteração legislativa para entrarem nas quotas masculinas.

Em Viseu, neste momento, qualquer candidatura será uma estrondosíssima derrota. E ninguém o ignora. A não ser que alguém fora do espectro político tradicional tenha a coragem de vir derrubar Almeida Henriques. O que não é viável, dado os píncaros de “conforto” a que tal putativo candidato se guindou.

Pelo CDS-PP, pulverizado Hélder Amaral, a candidatura deverá ser de Carlos Cunha. É um acto destemido e de coragem, depois da terra queimada deixada pelo ausente anterior candidato.

Voltando ao PS Viseu, esta ausência de homens determinados a dar o peito às balas, a assumir a sua missão política, prova que a comodidade dos penachos os enfraqueceu e os travestiu em figuras de adorno, coloridos nas plumagens, mas com uma retórica estrídula de pavões.

Entretanto, com o findar do ano e surgimento de lugares de nomeação política, diz quem sabe que a lista começada no Caçador já chega a sede rosa. Ou será que é a Resende?

 

“Viseu precisa de um projecto novo, de um projecto de coragem, próximo das pessoas, que lhes devolva a força e a dimensão que merece.
Queremos uma Federação Distrital que seja o espaço que aproxime os viseenses. Que seja a força capaz de retirar a política do marasmo que tem criado o afastamento dos cidadãos. Que seja capaz de motivar os melhores a envolverem-se nos assuntos da sua comunidade. Que seja o espaço da reflexão para decidir melhor. Que seja o espaço de união e também de formação dos seus autarcas, que diariamente trabalham a favor das suas comunidades.”

António Borges – Moção Política, 6 Set. 2014