“O Governo-avança…”

por Paulo Neto | 2014.08.19 - 09:43

… esta é a frase mais sintomática, useira e vezeira da CS (comunicação social) para noticiar acerca deste Governo de Passos Coelho.
Por vezes, dada a recorrência da expressão, até pensamos poder estar a abrir A Bola e, em vez deste team da IIIª divisão distrital, estarmos perante jogadas de equipas consagradas como o Benfica, Porto ou Sporting (como não entendo de futebol usei a ordem alfabética). Mas não…
Governo avança com taxa sobre os direitos de autor; Governo avança com imposto sobre as remunerações dos funcionários públicos; Governo avança com nova contribuição sobre as aposentações; Governo avança com nova medida inconstitucional; Governo avança com a venda dos CTT; Governo avança com a venda da TAP…
Um Governo em fuga para diante, deixando por onde passa, como Genghis Khan um país a ferro e fogo…
Se fosse numa pugna à antiga, este Governo era o exército vitorioso do Condestável na Batalha de Aljubarrota, em 1385.
A aljuba rôta de todos os portugueses, fruto do porfiado, aturado, incisivo, repetitivo saque desta governança.
E como nós gostaríamos de ouvir ou ler: Governo avança com apoios à natalidade; Governo avança com novos empregos para obstar à emigração dos jovens; Governo avança com medidas de protecção aos idosos; Governo avança com novas e melhores medidas no Serviço Nacional de Saúde que vai desmantelando; Governo avança com nova política de Ensino público que vai arrasando; Governo avança com verbas para o Ensino Superior que vai asfixiando; Governo avança com medidas para melhoria do desempenho dos tribunais que vai neutralizando; Governo avança com uma política de atracção de investimentos que é inexistente; Governo avança com uma descida do IVA que é paralisante…
Mas aí, neste contexto, temos um Governo-marcha-atrás… a regredir a evolução do país para números da década de 80. Ou seja, gerando um atraso e um subdesenvolvimento de três décadas.
É o que temos e o que a democracia propiciou. E se bem que no meio de tanta mentira já tenha perdido a legitimidade democrática, é este o Governo que quer perpetuar-se à frente do destino de Portugal e dos portugueses. É este o Governo a soldo dos mercados para destruição de um povo e de um país.
Apre que são despudorados!