O festim do mal

“O homem bom”, o que quer que isso seja e signifique – talvez o antípoda de Trump, Netanyahu ou Putin – é olhado de revés pela turbamulta manipulada e incensada de bestialidade, é marginalizado e é aniquilado das mais diversas formas, qual delas literalmente a mais letal. Até pela sua anulação social, profissional e humana. O dito ostracismo, que etimologicamente significa exílio ou banimento.

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  • 14:02 | Domingo, 31 de Maio de 2026
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Que o mundo viva momentos de desconserto é coisa que nós, os humanos lúcidos, não devamos estranhar.

De toda a fauna existente, o homem, o único ser racional, tem demonstrado uma incomensurável competência para a destruição, asneira, imbecilidade, corrupção, mentira, vileza, monstruosidade, ignorância, cupidez, desprezo, crueldade, ignomínia, indiferença, ambição, ódio, depravação, insensatez, repressão, deslealdade, opressão, idiotia, supressão, maquiavelismo, dissimulação, desvergonha, traição, abjecção e… etc.

É natural encontrarmos mais qualidades em alguns seres irracionais do que neste ser dotado da capacidade de pensar, logo de racionalizar e ponderar o alcance dos seus actos e atitudes.

Neste carrossel de loucura, em qualquer latitude dos quatro pontos cardinais, deparamos com as multímodas consequências desta lista infinda e infame de “predicados”.


“O homem bom”, o que quer que isso seja e signifique – talvez o antípoda de Trump, Netanyahu ou Putin – é olhado de revés pela turbamulta manipulada e incensada de bestialidade, é marginalizado e é aniquilado das mais diversas formas, qual delas literalmente a mais letal. Até pela sua anulação social, profissional e humana. O dito ostracismo, que etimologicamente significa exílio ou banimento.

Os tempos da selva, primitivos, eram de uma candura adâmica incomparável aos da hodiernidade. Com a evolução do conhecimento deu-se um fenómeno estranhíssimo de regressão dos comportamentos e de explosão dos instintos mais vis e primários do ser.

Assistimos hoje, por toda a parte, à insanidade e brutalidade de núcleos emergentes, explosivos, dotados de poder político, poder material e radicalismo comportamental, a nível ideológico, religioso, étnico…

O mundo tornou-se num caldeirão imenso onde, a lume brando, vão cozendo todas as malevolidades da humanidade.

Atingir-se-á um ponto, em breve, de fervura tal que as comportas desta caixa de Pandora soçobrarão como diques de plástico perante a enxurrada apocalíptica que a calda ebuliente já deixa antever.

Pessimista? Oxalá me engane…

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Publicado em Editorial