Que o mundo viva momentos de desconserto é coisa que nós, os humanos lúcidos, não devamos estranhar.
É natural encontrarmos mais qualidades em alguns seres irracionais do que neste ser dotado da capacidade de pensar, logo de racionalizar e ponderar o alcance dos seus actos e atitudes.
Neste carrossel de loucura, em qualquer latitude dos quatro pontos cardinais, deparamos com as multímodas consequências desta lista infinda e infame de “predicados”.
“O homem bom”, o que quer que isso seja e signifique – talvez o antípoda de Trump, Netanyahu ou Putin – é olhado de revés pela turbamulta manipulada e incensada de bestialidade, é marginalizado e é aniquilado das mais diversas formas, qual delas literalmente a mais letal. Até pela sua anulação social, profissional e humana. O dito ostracismo, que etimologicamente significa exílio ou banimento.
Os tempos da selva, primitivos, eram de uma candura adâmica incomparável aos da hodiernidade. Com a evolução do conhecimento deu-se um fenómeno estranhíssimo de regressão dos comportamentos e de explosão dos instintos mais vis e primários do ser.
O mundo tornou-se num caldeirão imenso onde, a lume brando, vão cozendo todas as malevolidades da humanidade.
Atingir-se-á um ponto, em breve, de fervura tal que as comportas desta caixa de Pandora soçobrarão como diques de plástico perante a enxurrada apocalíptica que a calda ebuliente já deixa antever.
Pessimista? Oxalá me engane…