O enorme sucesso da via aérea Viseu, Bragança e Portimão

por Paulo Neto | 2016.05.03 - 11:44

A All Comunicação de José Aguiar, ex-chefe de gabinete do ex-ministro da Economia Pires de Lima e de Luís Lemos, ex-administrador da Cunha Vaz & Associados, teve como primeiro trabalho o lançamento da linha aérea entre Bragança e Portimão da 7Air/Aerovip. O que fez com imenso êxito.

A 29/09/2015 o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações celebrava com a Aerovip, Companhia de Transportes e Serviços Aéreos, um contrato de concessão em serviços aéreos regulares entre Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão, recebendo para tal do erário público o montante de 7.770.449,00€ (sete milhões, setecentos e setenta mil e quatrocentos e quarenta e nove euros).

Ou seja, o governo pagou a uma empresa aproximadamente 8 milhões de euros para fazer voos entre aquelas localidades pelo prazo de 3 anos, numa medida de extraordinário alcance para o desenvolvimento aéreo do interior.

O administrador da Aerovip, Carlos Amaro, afirmou que em Janeiro tinham transportado 235 passageiros na linha aérea Bragança-Portimão.

E, por aqui,  poderá inteirar-se das tarifas e expectativas comerciais, em crescendo…

Com uma capacidade de 18 passageiros por voo, a taxa de ocupação tem sido de 5,5 passageiros/voo, o que é assazmente congratulatório, atendendo a que são cinco as localidades envolvidas, o que, de forma simplista, nos dá um passageiro por localidade.

Ficámos a saber que Bragança, Vila Real e Cascais são as cidades onde embarcam e desembarcam mais passageiros, destes 5,5. O que nos daria 1,8 por cada uma dessas três localidades.

Quanto a Viseu não há dados públicos.

A autarquia de Viseu gastou, ao que nos é dado a saber, 220.335.76€ em 13 “empreitadas”, 12 delas por ajuste directo, para poder proporcionar aos seus munícipes voos até Bragança, Vila Real, Cascais e Portimão. O que foi uma insignificância para a “altitude” da medida.

O Rua Direita tem a certeza que esta foi mais uma das excelentes ideias concretizadas por este executivo camarário e está ciente de que o número de turistas e empresários aerotransportados e a usufruir deste serviço justifica plenamente o investimento da ninharia de um quarto de milhão de euros.

Na falta do comboio, e há que seguir a rota tecnológica da modernização, Almeida Henriques optou, e muito bem, pela via aérea. Só temos que o felicitar com o grande e alto alcance desta medida.

Ao que sabemos, ainda não conseguiu nenhuma via marítima, mas decerto terá os seus assisados conselheiros reunidos a pensar nessa alternativa que consistiria, fundamentalmente, pensamos nós, em rasgar um canal fluvial que pusesse em contacto directo o Pavia, o Douro e o Tejo.

O canal do Panamá, que ligou o Atlântico ao Pacífico, nos seus 77 quilómetros de extensão, não nasceu do sonho de um visionário?

 

(Foto Olímpia Mairos – DR)