Levar a cruz ao Calvário

A pandemia, que no início mais parecia um filme de ficção científica, impôs a sua severidade, a sua crueldade e com elas ditou as novas regras.

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  • 22:33 | Terça-feira, 28 de Abril de 2020
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O ser humano tem uma incrível capacidade de enfrentar o novo, a adversidade, a calamidade.

Passado que foi o tempo da surpresa e do choque, o tempo que apanhou a todos desprevenidos, célere o ser humano interiorizou todas os condicionalismos e as regras que determinarão, por tempo indeterminado, a sua vivência e, com tanto esforço como denodo, alterou as suas rotinas, os seus hábitos, o seu comportamento social, cimentado em séculos de inalterabilidade.

A pandemia, que no início mais parecia um filme de ficção científica, impôs a sua severidade, a sua crueldade e com elas ditou as novas regras.


Se hoje é ainda prematuro cantar vitória, há que realçar a cidadania revelada pela maioria ou por quase todos e a consciencialização por eles interiorizada de todos os riscos imanentes e ainda patentes..

Se destas atitudes excepcionais e responsáveis houve  inconscientes desvios e transgressões, eles são isso mesmo, excepções de alguns, poucos, face ao acatamento colectivo. Sim,  pois hoje o colectivo pode ser “atacado” por um único sujeito que, por motivos alheios ao bom senso e ao bem comum, norteado por um qualquer cego egoísmo ou espírito transgressor, a integridade de todos põe em causa.

Chegámos até aqui. Ignoramos o futuro próximo. Urge ser paciente e levar a cruz ao Calvário. Por todos nós e pelos melhores tempos que decerto virão.

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