“Franganitos” do PS e “pintainho” do CDS

por Paulo Neto | 2014.08.22 - 10:34

O incêndio num pavilhão da Feira de S. Mateus poderia ter causado vítimas. Felizmente, tal não sucedeu. Ficou o susto, ficaram os prejuízos, sobrou uma mancha negra para toldar o evento.

Dizem os mais críticos que os bombeiros demoraram 18 minutos a chegar e o INEM 27 minutos. Que o Plano de Segurança e Contingência ou é inexistente ou deu tardia resposta. Dizem os panegiristas que tudo “acabou bem e sem acidentes” (?) – se calhar fazia parte-surpresa do programa da noite.  AH gosta de pirotecnia…

Lacónico, um comentário oficial (?) refere “a situação foi rapidamente controlada (…) os planos de evacuação e de segurança em vigor foram prontamente accionados”.

O importante é mesmo, no meio do show-off habitual deste executivo deslumbrado com a luz dos holofotes que auto-manipula, tudo se prender, em resultado final, a danos materiais e tirar alguma lição do acto.

Tem sido gabadíssimo o discurso-intervenção de Almeida Henriques na inauguração da Quinta da Cruz, na qual esteve presente o director da Casa de Serralves, Braga da Cruz.

Diz quem ouviu que não lhe faltou memória, educação, respeito, bons modos, eloquência e inteligência.

Memória de quem inaugurou com poucos meses de autarquia uma obra com muitos anos de concretização.

Educação no tratamento concedido aos vereadores e ex-vereadores presentes, do PS e do PSD, que nem foram vituperiados nem “apagados” do filme, Staline style.

Respeito pelo executivo anterior – eles até são correligionários – que lhe deitou no regaço as chaves, também, daquela casa. Mas como diz o compadre Zacarias “AH tem pesadelos diários com a possível vinda de Ruas dentro de 3 anos…”

Bons modos, sem arrogância, com educação e humildade e sem prepotências desbocadas. O bule de chá bebido antes do evento não terá surtido o efeito desejado.

Eloquência num discurso à “Manoel de Oliveira”, que nem foi tartamudo, nem maçador, nem insosso, nem tonto. Uma pérola de oratória vieiriana… no jeito habitual do “eu sou o maior de Cavernães”.

Finalmente, demonstrou a inteligência que há muito lhe reconhecemos ao adoptar, no todo e em geral, a postura adequada ao cargo que exerce e para o qual os viseenses o elegeram.

E vai a procissão a sair da sacristia….

Tivesse este executivo uma oposição digna desse nome e outro galo lhe cantaria. Assim, além de uma Senhora com garra, há para lá uns “franganitos”…, do PS e um “pintainho” do CDS-PP. Fauna manifestamente insuficiente para tal capoeira!