“Estou-me nas tintas para a Constituição!”

Jerónimo de Sousa … é “o avô bêbado”; Ana Gomes, a contrabandista; Marisa “tem os lábios muito vermelhos”; João Ferreira é “o operário beto de Cascais”, Marcelo Rebelo de Sousa, “está em casa, mas de máscara para a câmara. Sozinho, parecia uma espécie de fantasma… um esqueleto.”

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  • 12:48 | Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2021
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Assim assumia o líder do Chega, em Portalegre, a sua postura antidemocrática e reacionária. Também se está “nas tintas” para o actual presidente da República e de passagem, a trote largo, afirma-se no insulto a torto e a esmo, no cultivado nível de arruaceiro de sarjeta.

Num estrídulo berreiro, é um homem corajoso a falar para os seus apoiantes e, ao que dizem, um “cordeirinho” quando não tem público. Esta bipolaridade comportamental assenta-lhe como uma luva.

Ziguezagueante na trauliteirice habitual, para a plateia, enche o pulmão e invectiva o líder do PCP, Jerónimo de Sousa … que é “o avô bêbado”; Ana Gomes, a contrabandista; Marisa a que “tem os lábios muito vermelhos”; João Ferreira é “o operário beto de Cascais”, Marcelo Rebelo de Sousa, “está em casa, mas de máscara para a câmara. Sozinho, parecia uma espécie de fantasma… um esqueleto.”


É o que temos e é quanto este candidato alcança na sua soez retórica, que ainda empolga quantos nessa arruaça se reveem.

Aliás, curiosamente, este tipo de postura pré concebida para ser de boçalidade fanfarrona (estudada para agradar aos apoiantes) começa a ter seguidores por aí. Até na autarquia viseense onde, nas reuniões camarárias, o edil-mor Almeida Henriques, se lhe escasseia a argumentação, recorre ao epíteto de “peixeira”, para atacar a líder da oposição.

Curiosamente, nas reuniões do Executivo e nas da Assembleia Municipal, “engrimpa-se” muito para duas Senhoras, Lúcia Silva e Filomena Pires. Porque será? Porque os tiros que elas lhe desfecham são mais certeiros ou… por serem mulheres?

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Publicado em Editorial