Este burgo é um forró

por Paulo Neto | 2016.09.23 - 13:07

 

 

A rentrée municipal trouxe-nos um executivo municipal cheio de pica e glamour.

Encerrada oficialmente a época de festas do Verão, inaugurou-se com pompa e circunstância a época das festas de Outono com Viriatos Doirados a fazerem de óscares wollyodescos, vindimas de homenagem a Baco e Dionísio e as carantonhas do costume a desfilarem nas páginas da nova “presspipole” local, sorriso VIP chapa 5 nos rostinhos bronzeados e o inevitável copo de espumante na mão erguida, a saudar os munícipes que pagam todo aquele forrobodó.

Almeida Henriques Y sus muchachos na sua plenitude e a fazerem excelentemente aquilo em que são bons: festarolices.

É verdade, será que ainda não foi desta que Fernando Ruas recebeu o Golden Viriato?

 

Por outro lado, os boys nomeados pelo PSD local para lugares públicos continuam por aí a asnear a torto e a esmo. Até dá gosto…

Da pouca competência de quem os nomeou escassas dúvidas existem; das competências dos nomeados pouco há que se vislumbre para além do cartãozinho laranja; da complacente incompetência de um governo que os mantém no porfiado despautério das suas funções de comissários políticos, sobressai a bondade que decerto pagará a preço excessivamente caro.

Talvez, afinal, desconfie apenas dos critérios do rosé Borges…

 

Almeida Henriques anunciou mais uma âncora para o casco histórico da cidade. A recuperação do Orfeão. Obra a orçar os 640 mil euros promete instalações para a universidade sénior e para um outro projecto Educar, que vai leccionar aulas de alemão (?) e mandarim (?).

Louvável iniciativa. Pioneirismo linguístico para uma zona que, com tanta âncora mais parece o porto de Leixões ou a marina de Vilamoura.

E que tal deslocalizar para a Ribeira, sempre lá tinham um fluvial fio de Pavia odoroso…