Dão e Demo – Diário Digital

por Paulo Neto | 2015.10.28 - 22:36

Nota: Este artigo foi hoje publicado na nova plataforma digital abaixo referida.

Geofilias (I)

 

Saúdo o surgimento deste novo portal www.daoedemo.pt e auspicio-lhe o merecido sucesso.

O meu amigo Acácio Pinto é um homem de letras, um homem da comunicação social, um professor e um político partidário de provas consolidadas.

Em todos estes domínios deixou o seu incontornável dígito.

Mas e fundamentalmente, para além de tudo isso, é um Amigo com quem há muito estabeleci e mantenho uma sólida relação de mútuo respeito e confiança.

Desde a sua origem colaborador do www.ruadireita.pt, foi com o maior gosto que aceitei a reciprocidade do convite para colaborar nesta nova plataforma.

Tal como sempre referi aos 54 participantes mais ou menos activos da “minha” plataforma digital, não é fundamental o credo político, a crença ideológica, o género, a cor de pele, a raça, a orientação sexual… Não sendo essenciais são até acessórios.

Primordial, base e pressuposto democrático é a diferença. É nela e por ela que esteiamos a pluralidade de opiniões, perspectivas e pontos de vista. É ela que nos enriquece e por ela cultivamos o respeito pelo Outro. Mesmo e se crítico, pois potenciador da abertura das mentalidades e da visão plural das realidades.

Hoje, e mais do que nunca, carecemos de toda a informação para gerar decisão, propor alternativas e propiciar salutar discussão no enquadramento da mais vivaz cidadania.

Esta forma nova de produzir comunicação social aberta a todos e destinada, de forma graciosa, ao mais amplo espectro de destinatários e no mais abrangente de todos os territórios é o futuro imediato num presente em mutabilidade… hoje uma news letter digital chega aos quatro cantos do mundo imediatamente, sem reservas, e aqui, esta nova plataforma que conjuga no seu título as Terras do Demo, do romance do “nosso” Aquilino, primícia desta designação territorial dos concelhos englobantes da Nave e Lapa, que tantos emigrantes deram ao mundo, vai também ao Dão, que mais que uma marca de vinho, é uma realidade territorial muito mais diacronica e figurativamente lata.

Para além destas naturais coordenadas e para lá de regionalismos que são sempre tão restritivos quanto o monolitismo político/ideológico, surgirá também e aqui a minha pontual colaboração numa “geografia sentimental” que me liga ao Sátão, onde cresci e vivi um terço da minha vida e onde, mais ou menos marcados pela cartografia do tempo, mais ruga menos cã, ainda vou reencontrando os afectos de outrora.

Longa vida à nova plataforma recém-nada…
http://www.daoedemo.pt/opinioes/detalhes/16