Cadê o Borges?

por Paulo Neto | 2016.11.06 - 10:20

 

Foi com uma pungente consternação que no dia 3, pelas 15H29 constatámos que o nosso mais que todos estimado comendador-deputado-presidente-etc. António Borges – o homem que dos lados do Porto comanda o distrito rosa de Viseu – tinha cancelado a subscrição da newsletter da Rua Direita, aquela humilde folhinha virtual que leva a 28 mil leitores os destaques da opinião dos nossos colaboradores e dos mais relevantes eventos entretanto por cá ocorridos.

Nós, que sempre escrevemos sobre o duriense António Borges com o maior carinho, afecto, admiração, dando-o até, por vezes, como o mais modelar exemplo do líder, que com um concelho nas mãos consegue liderar 24.

Um espanto por tanta ingratidão…

 

Foi com a mais confrangido pesar que anteontem, em Mangualde – uma autarquia socialista – na abertura oficial da Feira dos Santos, esse ex-libris concelhio, hino e louvor aos produtos da madre-terra, não vimos nenhum deputado socialista. Tão pouco do PSD, o que consideramos normal por conhecermos o desconforto de Pedro Alves pela era pós-Soares Marques; pensámos encontrar o Hélder Amaral, mas logo nos lembrámos que ainda deveria estar pela diáspora lusitana, relevando-lhe a falta. Ainda assim, ter-se-á feito representar pelo seu companheiro Luís Caetano, vice da CCDRC… Agora não vislumbrarmos nem o comendador Borges, nem Marisabel Moutela, nem o enfermeiro Cruz, foi um choque inesperado. Provavelmente, será uma questão de fé e religião. Cada vez mais há quem não coma carne de porco…

Tão pouco vimos o autarca amigo, Borges da Silva, da vizinha Nelas, ou o de S. Pedro do Sul – nunca sabemos como se chama, mas cremos que será Pedro Mouro – ou até o de Castro Daire, ou o de Santa Comba Dão, da direcção da CIM e do Planalto Beirão. Tempos havia em que acorreriam esbaforidinhos…

Mas não era o vate Camões que escrevia

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.”

Porém, não podemos dizer que o PSD, por seu turno, apesar de não lobrigarmos os seus ilustres deputados, não estivesse representado ao mais alto nível, com Pedro Machado, Jorge Loureiro e Nuno Martinho. Só faltou o Carlos Marta, e naturalmente por questões de agenda…