As 10 estratégias de manipulação mediática (*)

por Paulo Neto | 2014.04.15 - 15:18

1.       A distracção

Desviar a atenção do público, inundando-o com informação acessória e afastando-o da realidade gerida pelas elites políticas e económicas. Manter o público preocupado com futilidades.

2.       A criação de problemas e a prodigalização de soluções

Criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3.       O gradual

A aplicação de medidas inaceitáveis, a conta-gotas, durante anos sucessivos.

4.       O diferido

Apresentar uma situação impopular como dolorosa e necessária, mas só no futuro. A teoria da resignação.

5.       A infantilização do público

Desde a entoação à debilidade, o estratagema de tratar o público como crianças, eliminando o seu sentido crítico.

6.       A utilização do aspecto emocional muito mais que o racional

Curto-circuito emocional e injecção de ideias no subconsciente de medos, compulsões e indução de comportamentos.

7.       Manter o público na ignorância e na mediocridade

Diminuir a qualidade do Ensino/Educação. Gerar a incapacidade de compreensão de novas tecnologias e de linguagens técnicas. Defender o atavismo.

8.       Estimular o público à complacência com a mediocridade

Criar a ideia de que é moda ser desprendido e estúpido.

9.       Reforçar a auto culpabilidade

Inibir a acção por indução da culpa. Ser o culpado da sua desgraça por competência impessoal.

10.   Conhecer os indivíduos melhor do que eles próprios se conhecem

Com os avanços da ciência, hoje, a manipulação é exercida facilmente até e através dos meios de comunicação de massas, meios sociais incluídos.

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A questão agora está na adaptação do atrás escrito às circunstâncias que envolvem as políticas do país e as politiquices locais.

É bom de fazer, não é, caro Leitor?

 

E para acabar, será possível que uma instituição pública de Viseu ande a enviar Convites para eventos em carta registada com aviso de recepção? Com falta de verbas para bens primários elementares? Numa área tão sensível como a da Saúde?

 

(*) segundo Noam Chomsky.

(**) este texto partiu das 10 regras básicas e foi adaptado para uma leitura breve e clara.