A autarquia viseense no top do abate de árvores

Ou seja, nada de positivo se vislumbra deste executivo chefiado por Almeida Henriques,  que nada cumpriu do prometido no seu manifesto eleitoral, tendo antes cumprido o que nunca ousou prometer.

  • 15:40 | Terça-feira, 22 de Setembro de 2020
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Prosseguindo a abstrusa sanha de abater árvores por tudo o que é sítio, provavelmente para valorizar o betão (?), coisa de “smart city”, esquecendo regras fundamentais ecológicas, meteorológicas, estéticas e de aprazibilidade, em detrimento de efémeras mas danosas teorias bacocas e ao sabor de uma deriva inconstante e permanente, o executivo autárquico viseense continua a sua política de abate indiscriminado de várias espécies arbóreas da cidade.

As justificações vão desde os riscos para a circulação rodoviária (de súbito tornaram-se incontornáveis obstáculos), ao perigo público (morrem mais de saudade…), a doenças convenientemente descobertas, como se para além da serra zunidora outra virose se declarasse, a pedido e a contento, dos estafados argumentos de quem ainda no burgo manda.

O poder, nas mãos de um visionário eventualmente míope, determina, por exemplo, que no Fontelo, pulmão da cidade, se destruam espécies centenárias e no seu lugar se construam “esculturas” de questionável valia, elevado preço e controversa estética.

Vão mais longe, e sem pudor lançam o barro à parede, quando não cola metem marcha atrás deixando mais um exemplo de um norte há muito perdido. O caso das árvores nas avenidas 25 de Abril e António José de Almeida, é bem disso a evidência. Após o anúncio do seu abate e perante a premente reacção antagónica da opinião pública, recuaram e vieram com uma desculpa de circunstância, atirar as culpas para cima da empresa dizimadora.

Os exemplares não serão alvo de qualquer tipo de abatimento. Tratou-se de um lapso por parte da empresa, o qual será corrigido o mais breve possível, sendo que esta irá formalizar um esclarecimento e pedido de desculpa pelos procedimentos adotados já na próxima semana”, este é o mal-esgalhado comunicado da CMV que, a ser verdade o que refere, nos informa ainda  que o futuro “verde” da cidade está ao livre arbítrio da apetência e competência de uma empresa privada, especialista na matéria, porém capaz de “lapsos” irremediáveis…

 

Entretanto, na última reunião ordinária do executivo, os vereadores da oposição denunciaram:

Os empréstimos que passaram em reunião de câmara em 2020 já ultrapassam os 20 milhões de euros, aumentando potencialmente a dívida de médio longo prazo do Município em mais de 200%, face à dívida de médio longo prazo no final de 2019.

Empréstimos duplamente pérfidos, pois este executivo recebe e “estafa” o dinheiro pedido e os executivos vindouros pagam-no, durante duas ou mais décadas… E isto com a benção da Assembleia Municipal que tudo aprova de cruz, de tudo se tornando cúmplice.

Ou seja, nada de positivo se vislumbra deste executivo chefiado por Almeida Henriques,  que nada cumpriu do prometido no seu manifesto eleitoral, tendo antes cumprido o que nunca ousou prometer.

 

(Fotos DR)

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