2017 —» O candidato do PS a Viseu: Borges ou Rebelo?

por Paulo Neto | 2016.08.17 - 00:25

 

 

Tive hoje uma animada discussão com o casmurro do Compadre Zacarias acerca do putativo e ganhador candidato do PS à Câmara Municipal de Viseu, não obstante eu reiteradamente enfatizar que ainda é muito cedo para falarmos das eleições autárquicas de 2017…

Segundo o Zacarias, o candidato tem que ser o presidente da federação do PS Viseu, o comendador-deputado António Borges. Aduz argumentos vários sendo os mais relevantes a grande competência autárquica do referido, tantos anos à frente da autarquia de Resende, uma das mais prósperas do distrito, a sua experiência em diversos cenários que vão desde a Assembleia da República onde é um dos mais lídimos representantes da Nação, ao desporto, mais concretamente ao FCP e, também, o facto relevantíssimo de ter sido reconhecido com uma comenda pelo cessante presidente da República, Aníbal Cavaco Silva que, como todos muito bem sabemos, era muito criterioso na selecção dos agraciados – excepção feita do alfaiate da Dona Maria.

Além disso, perorava Zacarias, é o homem que tem o distrito na mão, que tem implementado uma grande política de proximidade com Resende ou Cinfães e de coerência com Lamego…

Para mim, contudo, a rotunda figura do Comendador não me parece a mais indicada. Só há um candidato certo e ganhador: o secretário de Estado João Paulo Rebelo.

Por vários motivos, sendo os mais relevantes a enorme vontade que ele tem demonstrado no exercício da acção política; a imbatível competência em se alcandorar a lugares decisivos por mérito pessoal: presidente da Movijovem, deputado à Assembleia da República, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, cargos onde ganhou determinante experiência.

Além disso, a sua juventude carreia uma energia e uma dinâmica inexcedíveis, nunca o Compadre Zacarias podendo alegar falta de maturidade política, pois foi-lhe outorgada pelos cargos ocupados, todos de enorme responsabilidade e brilhantíssimo desempenho. Tem também – e não é despiciendo motivo – a imensa vantagem e experiência de já ter sido vereador da oposição por vários e profícuos meses, conhecendo bem o adversário e os cantos da casa. Acresce ser um homem corajoso incapaz de virar dorso a um desafio.

Ademais, todo o fulgor político demonstrado tem agora, decisiva e definitivamente de ser posto à prova, dando finalmente o peito às balas, como cabeça de lista (prestígio nunca antes acordado).

Estamos cientes de que o seu fraterno correligionário António Borges nada terá a obstar, embora, por uma questão de elementar justiça, seja curial acrescentarmos que muito lhe custará abdicar da corrida pelos munícipes viseenses, que ele tanto aprecia, estima e elogia.

Mau grado este “argumentário”, o Compadre Zacarias, homem de tantas convicções quanto os visados, ficou-se na sua, a remorder o discurso e a salmodiar: “Candidato há só um, o Borges e mais nenhum!”

Pois cá para mim está chegado o grande triunfo – já não era sem tempo em 42 anos! – e este só chegará com o fundamentado e fundamental slogan: “Candidato há só um: o João Rebelo e mais nenhum!” (por favor não confundir com o seu ex-sócio da comunicação social, o também João Rebelo, porém Cota e todavia da oposição).