As “trumpolineirices” de Donald

Agora, visando decerto gerar insegurança e medo no clã Trump, o Irão publicou um vídeo no qual diz oferecer 10 milhões de euros pagos em criptomoedas a quem matar Barron, o mais jovem filho do presidente dos EUA.

Tópico(s) Artigo

  • 16:27 | Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
  • Ler em 2 minutos

Mesmo na América latina mais ditatorial ou na África mais corrupta será difícil encontrar um governante que chegue aos calcanhares de Donald Trump, o 47º presidente dos EUA.

Nenhum dos seus 46 antecessores conseguiu igualá-lo – e vai a procissão no adro – em arrogância, desfaçatez, mentira, corrupção, autocracia, xenofobia, criminalidade, pedofilia e o que mais se verá.

Deturpando e anulando a Verdade, centrado nas crónicas e constantes “fake news”, jogando sujo em todos os tabuleiros, da política interna à externa, Trump, sem pejo nem pudor, continua a disseminar o seu “vírus” de malevolência planeta afora.


Desde o dia 26 de Fevereiro deste ano, data em que os EUA lançaram com Israel um ataque conjunto ao Irão, Trump, nas suas prolixas alocuções, afirma já ter derrotado o Irão 106 vezes desde o início da guerra, já o ter destruído 95 vezes, já ter conseguido um acordo de paz 88 vezes e já ter aberto o encerrado estreito de Ormuz 75 vezes.

E contudo, o Irão continua a rir-se das suas alegadas façanhas, continua a ripostar aos ataques, apesar das sequelas infligidas e morte de seus líderes, nunca firmou o alegado acordo de paz e o estreito de Ormuz continua fechado a bloquear parte da economia mundial. É obra…

Agora, visando decerto gerar insegurança e medo no clã Trump, o Irão publicou um vídeo no qual diz oferecer 10 milhões de euros pagos em criptomoedas a quem matar Barron, o mais jovem filho do presidente dos EUA.

Será um bluff, talvez. Já antes tinham ameaçado matar Trump e mais tarde, sua mulher Melania.

Ainda no mês passado, aquando da cimeira da NATO que decorreu em Ankara, na Turquia a 7 e 8 de Julho, Trump, perante uma credível ameaça de ataque ao novo “Air Force One” oferecido pelo Estado do Quatar, no qual entrou com todo o normal aparato, teve que ser transferido no meio de grande secretismo para um camião de catering do aeroporto que o levou para um avião militar mais pequeno, um C-32A da Força Aérea norte-americana…

Esta transferência “clandestina” não foi do conhecimento dos restantes ocupantes do avião presidencial, tripulação, membros do staff e jornalistas que o acompanhavam, que seguiram viagem julgando ter o presidente a bordo.
Perante os factos e a insistência dos jornalistas, o director de comunicação do governo norte-americano, laconicamente referiu: “ Como o presidente afirmou recentemente, há muitos inimigos dos Estados Unidos que o têm na mira, e utilizamos todos os meios ao nosso alcance para fazer face a essas ameaças”.

No vídeo que ameaça de morte o filho do presidente, intitulado “Onde e como devemos matar Barron Trump?”, uma voz em off afirma que as deslocações do jovem foram seguidas e são conhecidas a universidade onde estuda, os veículos que o escoltam e o dispositivo de vigilância dos Serviços Secretos que o protegem.

Ou seja, a inquietação paira no ar, as ameaças são consideradas credíveis e, instalado o medo, a tranquilidade desaparece, nada mais sendo como dantes no sibarítico éden presidencial.

Gosto do artigo
Palavras-chave
Publicado por
Publicado em Opinião