Nigel Farage, o líder da extrema direita inglesa, o rosto do famigerado e isolacionista Brexit, juntamente com um idiota acólito que chegou a primeiro-ministro, Boris Johnson, conseguiu com a sua retórica populista, com a sua incendiária demagogia, com os seus discursos de ódio e com os mais apocalípticos cenários da desgraça, por um lado, por outro com as suas edulcoradas visões do éden, conduzir a velha Albion à saída da Europa, para satisfazer os inconfessáveis interesses de anónimos e clandestinos empresários multibilionários, que terão sido dos poucos a lucrar milhares de milhões de libras com esta exclusão.
Apoiante incondicional de Trump, negacionista das mais que óbvias catástrofes climáticas que estão a mudar radicalmente a meteorologia global, propagador do ódio aos imigrantes, é um dos defensores, USA Style, da legalização das armas de fogo e propagador da pena de morte, Farage está agora em maus lençóis depois de se ter tornado pública a doação que recebeu de um anónimo arquimilionário da exorbitante quantia de 5 milhões de libras, não legalmente declaradas, uma espécie de bakchich, suborno ou monumental gorjeta para pagamento das suas acções e consequências políticas dos seus ilícitos actos.
Farage, com a verve da anticorrupção sempre na boca, vê-se agora a braços com a Justiça por inexplicável recebimento da desmesurada e muito confortável quantia de 5 milhões.
Ainda assim, lá como cá, este tipo de discurso completamente distante da real práxis política dos seus líderes, ainda congrega apoiantes que, na sua acefalia e frustração, vão mantendo viva a chama que corrói o Reino Unido e o mundo, em geral.
(DR Getty Image)