O circo do Donald

Um caso de estudo da mais exacerbada mitomania, fazendo da mentira patológica uma práxis rotineira, aniquilando todas as verdades que lhe são inconvenientes, rodeando-se de uma corte de lacaios subservientes, “yes men” bajuladores até à náusea...

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  • 12:27 | Terça-feira, 16 de Junho de 2026
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Nesta forma de fazer política que já o imperador Nero preconizava, o presidente dos EUA fez da Casa Branca um circo e da sua desatinada governança um “caos organizado” que põe em causa todos os preceitos éticos, morais, legais, et al, em benefício da sua pessoa e da sua leal “entourage”.

Um caso de estudo da mais exacerbada mitomania, fazendo da mentira patológica uma práxis rotineira, aniquilando todas as verdades que lhe são inconvenientes, rodeando-se de uma corte de lacaios subservientes, “yes men” bajuladores até à náusea, repulsivo misógino, inconstante e mutável no seu comportamento, propagador do ódio para com todos os que lhe são oponentes, difamador, corrupto, fez da sua administração, com a justiça por aliada, um negócio pessoal, aumentando a sua fortuna pessoal em biliões de dólares, assim como as fortunas dos familiares, dos multimilionários e grandes grupos e seitas religiosas que o apoiam.

Este presidente, que diariamente comete as mais óbvias e boçais alarvidades, que foge ao fisco, que rodeia a lei, que faz leis que o protejam e aos seus, que, entre várias acusações é também visado no célebre caso Epstein como pedófilo, usando o FBI e o departamento de Justiça para limpar e ocultar o seu envolvimento, este presidente é o pior exemplo para os cidadãos do seu país, fiscalizados pela mínima falta e perseguidos por forças paramilitares mascaradas (porque será que não dão o rosto?), que agem ao arrepio dos mais elementares preceitos judiciais…

A lista é longa e é muito difícil descortinar nos seus actos quaisquer virtudes, pois os “pecados” são tantos que tapam, literalmente, qualquer eventual e positiva actuação.


Tem as costas cobertas pela maioria dos juízes que nomeou para o Supremo e todos os cargos dirigentes da administração minados pelos seus sicários.

Os republicanos que o apoiam e branqueiam, maioritariamente, são cúmplices sentados à mesa do poder, cevados com a lavagem do logro e da influência que lhes proporciona riqueza e bem-estar.

Por seu turno, os democratas, na sua incapacidade de apresentar alternativas consistentes, depois do cessante Joe Biden e da derrotada Kamala Harris, parece terem caído num limbo pantanoso onde, a cada dia que passa mais se afundam sem salvação à vista.

Os Republicanos, com a imensa e tentacular garra de eficaz poder, beneficiando às escâncaras os seus ricos apoiantes, têm a cobertura material de que precisam para a perpetuação governativa. A massa crítica garrotada, juntamente com a censura informativa, calou vozes e tornou-se num murmúrio quase silencioso. Inaudível…

O mundo, esse, divide-se entre as vítimas desta radical e obscena autocracia e os “compagnons de route”, como o primeiro-ministro israelita e o insondável presidente russo.

Hoje, os EUA, fruto desta atrabiliária, autocrática e raivosa política, forte com os fracos e fraco com os poderosos, como Xi Jinping, perdeu a credibilidade no panorama mundial e desacreditou-se como potência democrática e fiável.

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