Donald Trump demitiu esta 5ª feira a Procuradora Geral do EUA, Pamela Bondi. Seguir-se-á a chefe das secretas, Tulsi Gabbard e, eventualmente o director da CIA, John Ratcliffe.
Pamela Bondi foi até aqui a mais acérrima comparsa e cúmplice do presidente, tendo sido acusada nas sessões do congresso e do senado de vários crimes, no contexto do caso Epstein e não só.
No fundo, Bondi, não era mais do que a moça de recados de Trump e ocupou o lugar enquanto conseguiu limpar a porcaria por ele feita.
A gratidão de Trump, no seu narcisismo e hiper egocentrismo esfumou-se num ano.
Pam Bondi, e quem seguiu as sessões do Congresso não o ignora, estava cada vez mais encurralada com o cerco dos congressistas e era notória a crispação, a raiva, a incoerência e a crescente falta de consistência das suas declarações.
Bondi passa a representar a mais nojenta, sórdida, falsa, vil e torpe face de Justiça de que há memória nos Estados Unidos. O seu nome e o de outros, entre eles também o do director do FBI, Kash Patel, simbolizam o descrédito total das instituições, da democracia e a mais repugnante abjecção do sistema.
No fundo, um dos objectivos mor da extrema direita mundial…

Agora, sem o escudo da imunidade, há esperança de que Bondi venha a ser julgada por todas as ilegalidades cometidas e que venha a acabar numa prisão ao lado de Ghislaine Maxwell, a alcoviteira de Jeffry Epstein.
Mas esta onda de despedimentos não acaba aqui… também a compulsiva saída do Chefe do Estado Maior do Exército, o general Randy George, demitido pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth e de outras altas patentes militares, não pressagia nada de bom, antes indicia um clima de crescente tensão interna fruto das arbitrariedades cometidas por Trump, da ilegitimidade de decisões, de crimes contra o Direito Internacional, do desatino e da inconstância decisória muito mais próxima da demência do que da normalidade comportamental.
Esta é a face da extrema do populismo e do seu corifeu, Donald Trump, um pastiche reles do Capitão América.
(Fotos DR)