A década de 20 do século XXI trouxe ao mundo as maiores insânias políticas de que há memória desde as duas guerras mundiais do século passado.
A 24 de Fevereiro de 2022, Vladimir Putin, com a invasão do estado soberano da Ucrânia, fazendo letra morta do Direito Internacional, para dar vazão aos seus ímpetos expansionistas, começou insensatamente o conflito que já fez quatro anos e matou centenas de milhares de russos e ucranianos, devastando as economias dos dois países e provocando danos colaterais enormes nas economias globais.
Donald Trump, o títere do outro lado do mundo, gabava-se à boca cheia de que no dia seguinte à sua tomada de posse a 20 de Janeiro de 2025, poria imediato fim a esta inglória guerra.
Em Israel, Netanyahu, com uma guerra que vem desde meados de 40, aproveitou o ensejo dado pelo bárbaro ataque do Hamas em de 7 de Outubro de 2023, contra colonatos no sul de Israel, para lançar uma ofensiva retaliadora sem precedentes contra os palestinianos e, agora, contra o Irão que acolhe o Hamas e o Hezbollah.
Com Trump a dar todo o apoio bélico, com logística, tropas e armamento, o conflito alastrou-se à Jordânia, ao Dubai, ao Qatar, a Oman…, provocando milhares de vítimas e, agora, com o encerramento do Estreito de Ormuz, gerando danos ainda inquantificáveis a toda a economia mundial, que todos nós já vamos começar a pagar com a subida brutal dos combustíveis para a semana, que se alastrará a todos os sectores da economia, permitindo especulações obscenas por parte das empresas petrolíferas e das grandes superfícies, sempre prontas a usar a desgraça humana para a obtenção de escandalosos lucros.
Seja o que for, que a verdade hoje está em desuso, e da realidade apenas conhecemos uma ínfima parte, Putin, Trump e Netanyahu, com os seus conflitos, com os seus ambíguos interesses e com a sua política marcial – Trump queria receber o Prémio Nobel da Paz… — estão empenhados em deixar atrás de si um rio de sangue, de devastação, de destruição nas sucessivas conflagrações que têm criado e alimentado, para mal de toda a humanidade.