Um Prémio Nobel da treta

Trump acaba assim por ser pioneiro, mais uma vez, desta feita ao receber um Prémio Nobel da Paz em 2ª mão, não da Fundação sueca, mas sim das mãos de alguém que quer a todo custo agradar-lhe para, em troca, ter o seu apoio para se guindar à liderança da Venezuela.

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  • 17:52 | Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026
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A Fundação Nobel, cada vez mais politizada e afastada dos seus primaciais princípios, atribuiu o Prémio Nobel da Paz a Maria Corina Machado, a venezuelana opositora de Nicolás Maduro, que pela paz não terá feito nada de relevante, antes pelo contrário sendo uma maratonista a correr em pista própria pelo poder pessoal que a guindaria, mais tarde ou mais cedo a líder do seu país.

É consensual aceitarmos que Nicolás Maduro foi um déspota para quem os Direitos Humanos, a democracia e a liberdade são palavras ocas. É longa a lista dos crimes que lhe são imputados. Esta realidade não está aqui em causa.

Depois da intervenção norte-americana em total desrespeito pelo Direito Internacional, da prisão de Maduro e de sua mulher, Carina Machado, sem questionar Donald Trump sobre o seu acto terrorista, sobre os seus falaciosos argumentos justificativos, sobre a sua sede insaciável do petróleo venezuelano para alimentar a sua riqueza pessoal e os grandes e vorazes lóbis das grandes companhias USA, serviçal e subserviente foi-lhe oferecer o prémio, não ignorando quanto este megalómano e egocêntrica presidente gostaria de o possuir como uma medalha mais para ostentar no anafado peito.

Trump acaba assim por ser pioneiro, mais uma vez, desta feita ao receber um Prémio Nobel da Paz em 2ª mão, não da Fundação sueca, mas sim das mãos de alguém que quer a todo custo agradar-lhe para, em troca, ter o seu apoio para se guindar à liderança da Venezuela.


A Fundação Nobel, perante esta situação, deveria ter a hombridade de cancelar o prémio concedido a Corina Machado e mais, deveria rever, sob pena de se desacreditar totalmente, os critérios das suas escolhas.

 

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