Almeida Henriques, um autarca “barricado” atrás das “festas”

por Paulo Neto | 2019.10.01 - 12:23

António Almeida Henriques, o presidente do município viseense, há muito ganhou o ápodo de “festaroleiro”.

Nos seus quase 7 anos de mandato autárquico, além das polémicas com demissões, Viseu Marca, etc., onde se evidenciou pela negativa, também na incapacidade de mostrar aos munícipes obra que se veja, refugiou-se numa espécie funcional de promotor de festins, para a qual, em boa verdade se diga, aparenta ter muito jeito.

E de tal forma, que até se dá ao gozo de publicar “notícias” sobre o assunto, falando da “festinha à tarde” de “mais uma festa na Sé” e “mais outra festa no adro da Sé”. Valente!

Pelos vistos vêm a um feérico ritmo de 3 por dia. O que é um belo recorde. Ou talvez em pack triplo saiam mais em conta ao depauperado erário que tem vindo paulatinamente a ser delapidado nestas e noutras actividades de um edil que parece fazer da gestão autárquica um contínuo festim.

César no Coliseu romano também divertia muito a populaça. Enquanto os leões rugiam e o sangue corria, até se esqueciam da miséria e da fome. Ou seja, ao longo dos tempos, este recorrente tipo de acção serve perfeitamente para ocultar a realidade dura, cruel e crua da ineficácia e da falta de competência para sair deste círculo circense.

Porém, e sem deixar de lhe gabar muito a actividade de promotor festaroleiro, umas questões se colocam:

Os viseenses votaram nele para isso? É isto que se espera de um autarca competente? Estas foram as propostas do seu Programa Eleitoral? Servem as “festas” para fazer esquecer os sucessivos “inconseguimentos” dos seus mandatos?

Provavelmente não…

Com festas e bolos se ludibriam os tolos. Contudo, serão os viseenses “tolos”?

Entretanto, no mesmo direito que lhe assiste, também os munícipes vão “postando” nas redes sociais dezenas de imagens da outra face da realidade, como esta, aqui publicada com a devida vénia à sua autora:

Paulo Neto

(Foto DR)