Semana da Privacidade de Dados – as palavras-passe mudaram pouco em quatro décadas

Segundo os profissionais de cibersegurança, as palavras-passe eram relativamente simples nos primórdios da informática, limitando-se muitas vezes a combinações alfanuméricas básicas. Os utilizadores optavam frequentemente por palavras-passe facilmente memorizáveis, como palavras comuns, datas de nascimento ou sequências simples como "12345".

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  • 11:40 | Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026
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Em janeiro, celebra-se a Semana da Privacidade de Dados (26 a 30 de janeiro) e o Dia da Proteção de Dados (28 de janeiro), datas reconhecidas na Europa e em vários outros países globalmente. Neste dia, em 1981, foi formalizado pelo Conselho da Europa o tratado intitulado “Convenção para a proteção das pessoas relativamente ao tratamento de dados de carácter pessoal“.

Foi o primeiro tratado internacional a abordar a privacidade de dados e a proteção dos mesmos. Desde então, os mecanismos e a legislação de proteção de dados melhoraram significativamente, mas as palavras-passe que protegem o acesso aos nossos dados continuam a ser fracas.

Segundo os profissionais de cibersegurança, as palavras-passe eram relativamente simples nos primórdios da informática, limitando-se muitas vezes a combinações alfanuméricas básicas. Os utilizadores optavam frequentemente por palavras-passe facilmente memorizáveis, como palavras comuns, datas de nascimento ou sequências simples como “12345”.


Nas mais de quatro décadas que passaram desde então, evoluímos muito pouco. De acordo com o estudo As 200 palavras-passe mais comuns de 2025, da NordPass, a palavra-passe mais usada no ano passado a nível global foi “123456”.

Ver aqui: https://nordpass.com/most-common-passwords-list/

Estamos na Semana da Privacidade de Dados, a oportunidade ideal para rever os seus dados e palavras-passe

Desde que o primeiro tratado internacional sobre privacidade e proteção de dados foi formalizado, em 1981, já evoluímos muito nesta área. Infelizmente, as palavras-passe que protegem as nossas vidas digitais e servem para fechar à chave os nossos dados continuam a ser frágeis. Pode dizer-se que, em mais de quatro décadas, avançámos apenas um passo: de “12345” para “123456”.

Os profissionais de cibersegurança instam as pessoas a aproveitar a Semana da Privacidade de Dados para rever os dados pessoais que confiam às empresas e instituições, bem como as suas palavras-passe.

“Enquanto sociedade, temos de melhorar a nossa higiene digital. As palavras-passe são a primeira linha de defesa dos nossos dados confidenciais. Apesar disso, continuam a ser o ponto que mais negligenciamos no mundo digital. Há sete anos consecutivos que o estudo das 200 palavras-passe mais comuns da NordPass revela a mesma realidade desanimadora quanto aos nossos hábitos online. Milhões de pessoas continuam a usar palavras-passe demasiado simples e fáceis de adivinhar, como “admin”, “123456” ou “password”, afirma Karolis Arbaciauskas, diretor de produto da empresa de cibersegurança NordPass.

As chaves do tesouro digital

Arbaciauskas afirma que esta recusa obstinada em adotar boas práticas significa que as palavras-passe, que deveriam ser um elemento importante na nossa defesa digital e os principais cadeados dos nossos dados confidenciais, continuam a ser o elo mais fraco na nossa cadeia de segurança.

Para ilustrar esta situação, apresenta o estudo Top 200 Most Common Passwords 2025. Por exemplo, “admin” foi a segunda palavra-passe mais usada a nível global e a primeira em muitos países da América e da Europa, incluindo EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, Alemanha, Itália, França, Espanha, Portugal e Brasil.

Palavras-passe como “admin” são habitualmente palavras-passe predefinidas nos novos dispositivos, como computadores, routers e câmaras de segurança. Estudos como este revelam que, muitas vezes, as pessoas não se preocupam em mudá-las. Trata-se de uma falha crítica, porque os hackers sabem bem disso. Uma palavra-passe não é apenas uma sequência aleatória de letras e números, é a chave que permite aceder às nossas contas digitais. As palavras-passe protegem tudo, das nossas contas bancárias e mensagens pessoais aos registos de saúde, perfis de redes sociais e até aos nossos dispositivos domésticos inteligentes. Sem palavras-passe fortes e únicas para cada conta, quaisquer outras definições de privacidade e medidas de segurança tornam-se inúteis em grande medida, porque um invasor pode simplesmente entrar e aceder aos nossos dados. Nesta situação, que um criminoso peça um empréstimo em nosso nome pode nem ser a pior coisa que pode acontecer“, afirma Arbaciauskas.

A confiança traída

Arbaciauskas acrescenta que as empresas e as instituições públicas também devem prestar mais atenção à proteção de dados porque, quando as empresas ou instituições são atacadas, os dados dos clientes também costumam ser afetados.

A nossa atividade online cria um verdadeiro tesouro de dados que inclui os nossos interesses, comportamentos e informações de saúde física e mental, bem como informações de pagamento online. Estes dados são recolhidos por sites, aplicações, dispositivos, serviços e empresas de todo o mundo. Muitas vezes, as pessoas não conseguem controlar a forma como cada pequeno dado sobre elas e sobre as suas famílias é recolhido, mas são forçadas a confiar em empresas e instituições se quiserem utilizar os seus serviços. Infelizmente, algumas dessas entidades acabam por ser alvo de ataques informáticos, traindo a confiança que os utilizadores depositam nelas“, assevera Arbaciauskas.

Sobre a Semana da Privacidade de Dados

A Semana da Privacidade de Dados decorre de 26 a 30 de janeiro a nível global. O principal evento europeu é o Dia da Proteção de Dados, celebrado a 28 de janeiro, em Bruxelas. Este dia destina-se a comemorar a Convenção 108 do Conselho da Europa, de 1981, o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo que aborda a privacidade e a proteção de dados. Desde então, defensores da privacidade de dados e participantes de todo o mundo celebram o Dia da Privacidade de Dados anualmente a 28 de janeiro.

A Semana da Privacidade de Dados nos EUA é organizada pela National Cybersecurity Alliance (NCA) para promover a proteção de dados e para incentivar as pessoas a gerir os seus dados e as organizações a incorporarem a privacidade em novas iniciativas, por forma a criar confiança e segurança.

 

SOBRE O NORDPASS

O NordPass é um gestor de palavras-passe para clientes empresariais e particulares. Utiliza a tecnologia mais recente para garantir a máxima segurança. Desenvolvido a pensar na acessibilidade, simplicidade e facilidade de utilização, o NordPass permite que os utilizadores acedam às suas palavras-passe de forma segura em computadores, dispositivos móveis e navegadores. Todas as palavras-passe são encriptadas no dispositivo, para que apenas o utilizador possa aceder. O NordPass foi criado pelos especialistas responsáveis pela NordVPN, a aplicação avançada de segurança e privacidade. Para mais informações: nordpass.com.

 

 

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