Nova residência para estudantes do ensino superior vai nascer no edifício do Seminário Maior de Viseu

Depois de rescindir o contrato com a empresa responsável pela obra da Rua do Gonçalinho, Município concretiza “acordo histórico” com a Diocese de Viseu. Concurso público foi lançado na passada sexta-feira e permitirá colocar à disposição 75 camas, a custos acessíveis

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  • 13:29 | Terça-feira, 24 de Março de 2026
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Na passada sexta-feira, dia 20 de março, foi lançado o concurso público para a “Adaptação Funcional dos pisos 3 e 4 do Seminário de Viseu para Residência de Estudantes do Ensino Superior”, num valor de investimento de cerca de 1.633 milhões de euros.

O acordo entre o Município e a Diocese de Viseu permitirá aproveitar, em tempo útil, as verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, assim, assegurar que os estudantes que escolhem o concelho para prosseguir com a sua formação académica têm um local digno onde residir, a preços acessíveis.

Recorde-se que, no final do ano passado, a autarquia viseense rescindiu o contrato com o empreiteiro responsável pela obra de reabilitação dos três edifícios na Rua do Gonçalinho, destinados ao mesmo fim.


Esta decisão esteve relacionada com o não cumprimento do prazo de execução da empreitada, que apontava o dia 31 de agosto de 2026 como a data limite para o término e, consequentemente, o financiamento completo da obra. Na impossibilidade de cumprir com o estipulado na candidatura, o Município teria de devolver todas as verbas transferidas pelo PRR até à data.

Este é um acordo histórico com a Diocese de Viseu, a quem agradeço, publicamente, toda a disponibilidade e envolvimento demonstrados para com este projeto”, destaca o Presidente da Câmara Municipal, João Azevedo. “Os prazos estão em curso e não temos tempo a perder. Se não podemos concretizar o plano A, pomos em prática o plano B. Foi isso que fizemos ao abordar a Diocese de Viseu para levar a cabo este projeto”.

Desta forma, e uma vez que a parte do edifício do Seminário Maior vocacionada para este alojamento não exige uma intervenção profunda e estruturante, conseguimos aproveitar os fundos e concretizar uma alternativa igualmente digna para os jovens estudantes. Aliás, inclusive, vamos passar de uma oferta de 52 camas, que era o inicialmente estipulado com a obra da Rua do Gonçalinho, para 75 camas, o que é excelente”, conclui João Azevedo.

 

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