Para inverter a subida da mortalidade e do número de feridos graves nas estradas portuguesas, o Ministério da Administração Interna, em conjunto com a GNR, a PSP e a ANSR, está e vai continuar a implementar de um conjunto de medidas com objetivos quantificados e cujos resultados serão acompanhados em permanência.
Entre as principais ações está o reforço da fiscalização já planeada em função dos locais e horários em que se observa maior concentração de comportamentos de risco.
A intensificação desta fiscalização traduzir-se-á num maior controlo de infrações críticas — como o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o uso do telemóvel ao volante —, e no reforço das operações conjuntas entre a GNR e a PSP, a par de intervenções diretas nos pontos negros e troços de maior concentração de acidentes.
Para responder ao agravamento do número de atropelamentos, será colocado em prática um plano extraordinário de fiscalização em zonas urbanas. Esta estratégia dedicada, em que autarquias locais, pelo conhecimento aprofundado que possuem, desempenham um papel fundamental, prevê:
• A identificação e intervenção urgente nos locais com maior incidência deste tipo de acidentes;
• O reforço da iluminação, sinalização e visibilidade das passadeiras;
• O lançamento de uma campanha de consciencialização dirigida tanto a condutores como a peões.
A segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um compromisso de todos. Do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão.
A resposta a este flagelo tem de ser conjunta. Por isso, estas medidas serão essenciais para cumprir com os objetivos estabelecidos a nível nacional e europeu e fazer frente à tragédia que a sinistralidade rodoviária traz a tantas pessoas e famílias.