FoodLink TAC: oito entidades levam a transição alimentar circular ao terreno na AML | CCDR LVT

... a alimentação é também uma questão de desenvolvimento regional. O modo como se produz e consome, a relação entre o espaço urbano e o rural e o uso dos recursos têm impacto direto na forma como o território se organiza.

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  • 17:46 | Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) apresentou o FoodLink TAC – Transição Alimentar Circular, um projeto que junta oito entidades para testar e aplicar soluções de circularidade no sistema alimentar da Área Metropolitana de Lisboa. Liderado pela CCDR LVT e cofinanciado por fundos europeus, através do Lisboa 2030, o projeto pretende aproximar a produção do consumo, reduzir o desperdício e valorizar os resíduos alimentares. É também o passo que leva para o território a Estratégia para a Transição Alimentar da AML, construída no seio da rede FoodLink.

 

Um projeto para transformar o sistema alimentar metropolitano


O FoodLink TAC parte de uma ideia simples: a alimentação é também uma questão de desenvolvimento regional. O modo como se produz e consome, a relação entre o espaço urbano e o rural e o uso dos recursos têm impacto direto na forma como o território se organiza.

Cada parceiro desenvolve as suas próprias ações, pensadas para funcionar como laboratórios de soluções. O objetivo é que o que resulta num município possa ser partilhado, adaptado e replicado noutros territórios da região.

No conjunto, o projeto procura:

promover cadeias alimentares mais curtas, com produção de proximidade e consumo mais sustentável;

aumentar os níveis de reutilização, recuperação e reciclagem de resíduos alimentares;

sensibilizar cidadãos e produtores para práticas de circularidade;

produzir conhecimento que sustente as políticas públicas alimentares.

No caso da CCDR LVT, enquanto entidade líder, as ações incluem uma campanha alargada de comunicação para a alimentação responsável, que incentiva o consumo de produtos locais, saudáveis e de proximidade, e uma campanha de sensibilização dirigida aos produtores agroalimentares. A CCDR LVT vai ainda promover a criação de conhecimento sobre o sistema alimentar metropolitano, com uma abordagem participativa e assente no conceito de “One Health”, e monitorizar a aplicação das políticas alimentares.

 

“Passamos da estratégia à concretização no território”

Na apresentação do projeto, a Presidente da CCDR LVT, Teresa Almeida, sublinhou que “aquilo de que estamos a falar não é apenas de alimentação. Estamos a falar da forma como produzimos, da forma como consumimos, da relação entre o espaço urbano e o espaço rural (…) e, em última análise, da forma como organizamos e planeamos o nosso território”.

A Presidente destacou o momento que o projeto representa para a rede FoodLink: “Hoje damos um passo decisivo nesse percurso: passamos da estratégia à concretização no território. Queremos que os princípios que fomos construindo em conjunto se traduzam em projetos, em soluções testadas, em novas formas de trabalhar e, sobretudo, em resultados que possam ser sentidos pelas comunidades”.

Sobre a parceria, Teresa Almeida considerou que a diversidade das entidades envolvidas é “uma das grandes forças do projeto”, porque “nenhum dos desafios associados à transição alimentar pode ser resolvido isoladamente por uma única instituição ou por um único nível da Administração”. E acrescentou: “Queremos que funcionem como verdadeiros laboratórios de soluções. Que aquilo que resultar em Almada possa inspirar Loures; que uma experiência desenvolvida em Oeiras possa ser útil em Sintra.”

A responsável referiu ainda o papel dos fundos europeus, que devem ser “não apenas instrumentos de financiamento, mas verdadeiros aceleradores da transformação dos territórios”, e deixou um desafio aos parceiros: aproveitar o FoodLink TAC para “deixarmos na Área Metropolitana de Lisboa soluções e formas de cooperação que possam continuar muito para além da duração deste projeto”.

 

Oito parceiros, várias escalas de governação

O consórcio FoodLink TAC reúne entidades de nível regional, metropolitano, municipal e de freguesia: CCDR de Lisboa e Vale do Tejo – entidade líder do consórcio; Área Metropolitana de Lisboa; Município de Almada; Município de Loures; Município de Oeiras; Município de Sintra; Cascais Ambiente; e a Junta de Freguesia dos Olivais.

A sessão de apresentação contou ainda com as intervenções do Vice-Presidente da CCDR LVT, José Bernardo Nunes, e da Secretária Metropolitana da AML, Cristina Escórcio.

 

Da rede FoodLink ao FoodLink TAC

O FoodLink TAC é a etapa mais recente de um percurso iniciado em 2019, com a criação da FoodLink – Rede para a Transição Alimentar na Área Metropolitana de Lisboa. A rede junta entidades públicas e outros agentes do sistema alimentar metropolitano em torno de uma visão comum para a alimentação na região.

A FoodLink ganhou dimensão estratégica com a elaboração, entre 2022 e 2023, da Estratégia para a Transição Alimentar na Área Metropolitana de Lisboa. O documento definiu os princípios e as prioridades que orientam o trabalho conjunto da rede.

Com o FoodLink TAC, a rede passa da estratégia à execução. O consórcio dá corpo a esses princípios através de ações concretas no território, com a ambição de inspirar novos projetos, novos parceiros e novas respostas em toda a região. Os trabalhos da rede continuaram com uma reunião plenária sobre a execução do Roteiro de Ação e um workshop de cocriação dedicado ao futuro da FoodLink.

 

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