Falta Licença de Rejeição de Águas Residuais em Tondela

Numa das respostas recebidas este mês, o SEPNA-GNR volta a confirmar que a ETAR da ZIM da Adiça, em Tondela, continua sem Licença de Rejeição de Águas Residuais e que sobre esse facto já levantou um auto de notícia ao Município.

  • 14:30 | Sexta-feira, 16 de Outubro de 2020
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O Bloco de Esquerda, bem como os habitantes da região e o Movimento Água de Dardavaz, têm denunciado a continuação da poluição da Ribeira de Dardavaz e por consequência do Rio Criz e do Rio Mondego.

Numa das respostas recebidas este mês, o SEPNA-GNR volta a confirmar que a ETAR da ZIM da Adiça, em Tondela, continua sem Licença de Rejeição de Águas Residuais e que sobre esse facto já levantou um auto de notícia ao Município.

Esta informação confirma aquilo que se pode ver a olho nu, a ETAR não faz os tratamentos necessários para garantir a segurança ambiental dos rejeitados. Na saída da ETAR, que está canalizada em centenas de metros para garantir que o ponto de saída é numa zona de muito difícil acesso, é possível ver águas turvas e muita espuma.

A estas descargas da ETAR do município, junta-se a poluição que chega através das canalizações das águas pluviais. Estas águas, mesmo sem as descargas ilegais que continuam a existir segundo os relatos dos habitantes locais, necessitam também elas de tratamento, uma vez que cobrem toda uma área de grande atividade industrial, arrastando consigo todo o lixo dessa frenética atividade económica.

Assim, o Bloco de Esquerda reafirma a sua posição na defesa de uma necessária e urgente intervenção:

– Na capacitação da atual ETAR para fazer os tratamentos necessários, lembrando que as promessas feitas pelo Presidente do Município são muitas e no entanto não há resultados visíveis;

– Na criação de condições para que as águas pluviais também sejam alvo do devido tratamento, tendo em conta que a zona industrial está em crescimento e que os fatores de poluição vão aumentar;

– No tratamento dos terrenos envolventes àquela ribeira, de forma a descontaminar toda uma zona que sofre há mais de 20 anos de descargas industriais poluentes;

– No apuramento de responsáveis, numa investigação séria e continuada que possa condenar quem, de forma reiterada, continua a poluir estes cursos de água, incluindo nessa investigação a responsabilidade que o município tem na contaminação da água que é captada para consumo humano.

 

 

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