Em memória de Bruno Costa, 300 pessoas caminham em Tabuaço para dar visibilidade ao glioblastoma

A organização destaca que esta caminhada pretende manter viva a memória de Bruno Costa, num sinal de esperança, solidariedade e alerta para o glioblastoma, uma doença.

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  • 13:26 | Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026
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No próximo dia 17 de janeiro, Tabuaço será palco de uma caminhada solidária que já conta com cerca de 300 pessoas inscritas. A iniciativa pretende homenagear a vida e a luta de Bruno Costa, o bombeiro falecido em agosto de 2025, vítima de um glioblastoma, um dos tumores cerebrais mais agressivos e atualmente sem cura, e sensibilizar a população para esta doença.

Mais do que um evento desportivo, a caminhada assume um forte caráter simbólico e solidário, reunindo participantes de várias idades num gesto coletivo de memória, união e consciencialização. A elevada adesão reflete o impacto que Bruno Costa deixou na comunidade e a vontade de transformar a dor em ação solidária.

Segundo Luís Rocha, médico que acompanhou Bruno Costa, “o glioblastoma é uma doença ainda pouco conhecida, mas profundamente devastadora que pode afetar pessoas de todas as idades, desde jovens a idosos, e distingue-se por um crescimento rápido e descontrolado”. O especialista explica que “as manifestações da doença são muito diversas, podendo ir desde uma
cefaleia persistente (dor de cabeça) até alterações sensitivas, motoras, visuais, da fala ou da compreensão, por vezes de forma subtil”. Mesmo nos casos de descoberta precoce, sublinha o médico, “a possibilidade de cura é ínfima ou mesmo inexistente”, o que evidencia a gravidade da patologia.


Os valores angariados com as inscrições revertem integralmente a favor do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, contribuindo para o apoio aos doentes oncológicos e para a investigação científica.

A organização destaca que esta caminhada pretende manter viva a memória de Bruno Costa, num sinal de esperança, solidariedade e alerta para o glioblastoma, uma doença. O trajeto, com cerca de 5,5 quilómetros, não foi escolhido ao acaso, correspondendo a um dos percursos que Bruno Costa realizava com alguma regularidade, refletindo o seu espírito ativo. Bombeiro de profissão e defensor da prática desportiva, o Bruno encontrava nesse percurso um espaço de bem-estar, agora convertido num símbolo coletivo de homenagem, união e celebração da vida.

 

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