É fartar, vilanagem!

Com todos estes cataclismos, os especuladores habituais, nédios de tão cevados, multiplicam as suas fortunas para valores estratosféricos. Há quem lhes chame abutres por se alimentarem da desgraça e da morte...

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  • 13:30 | Sexta-feira, 10 de Abril de 2026
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As convulsões político-sociais mundiais, se provocam destruição, mortandade e terror para a maioria dos habitantes do planeta, geram para uma ínfima minoria de especuladores lucros escandalosos e abjectos.

A tríade Trump, Netanyahu e Putin, ao abrigo da sua insaciedade, ganância, cupidez, ódio, desprezo pela lei e pelos direitos humanos e mais uma dúzia de pretextos escondidos em cauções supostamente nobres, sustentados em narrativas desbocadas onde a verdade perdeu por KO contra o argumentário da mentira, da vileza, da perfídia… têm vindo a gerar o caos global numa imparável senda apocalítica.

Trump, no meio do israelita e do russo parece uma marioneta desarticulada  e desconexa a dançar ao som das balalaycas e dos shofars. E porquê será ele essa marioneta? Insondáveis desígnios que terão a ver com o passado, com serviços secretos, falências, financiamentos e sabe-se lá que mais.


Fruto de todos estas velhacarias, na Ucrânia, no Irão, no Líbano, na Jordânia e onde mais adiante se verá, os mortos são aos milhares e os deslocados são aos milhões. Países destruídos e até, segundo a promessa de Trump, a possibilidade de aniquilar (ou no dizer dele obliterar) uma civilização de milhões de pessoas, num bárbaro genocídio.

Por cá, as consequências são menores. Os combustíveis sobem dia sim dia não quando se anuncia mais um pretexto para tal, atingindo níveis jamais vistos e descem a conta gotas quando o preço do barril do petróleo baixa.

Ah, o Estreito de Ormuz… esse malandro!

Com todos estes cataclismos, os especuladores habituais, nédios de tão cevados, multiplicam as suas fortunas para valores estratosféricos. Há quem lhes chame abutres por se alimentarem da desgraça e da morte…

A reboque vêm todos os outros sectores da economia com destaque para retalhistas e as grandes superfícies que nascem pelo território fora como cogumelos no musgo húmido, sem detença nem controle.

Abençoado neo-liberalismo que saqueia tantos para proveito de tão poucos…

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