“Defender os bombeiros e a eficácia do seu trabalho…”

"O Secretário de Estado foi explícito ao afirmar que não vai deixar de querer apurar as razões que levam alguns operacionais a relatar publicamente que se encontram parados e sem uma missão atribuída no teatro de operações"

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  • 10:13 | Sábado, 30 de Maio de 2026
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Face à notícia ontem veiculada na CS que referia “Nenhum operacional ficará impune”: ‘Secretário de Estado ameaça operacionais que façam declarações sobre dificuldade no combate aos incêndios’, recebemos do MAI a nota de esclarecimento que segue:

 

“Face às notícias veiculadas, esta sexta-feira, que acusam o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, de pretender impor uma “lei da rolha” ou limitar a liberdade de expressão dos operacionais que combatem os incêndios, cumpre esclarecer, o seguinte:


1. É totalmente falsa e sem qualquer fundamento a tese de que o Secretário de Estado da Proteção Civil pretenda silenciar ou condicionar a palavra dos operacionais. As declarações prestadas foram claras e o seu sentido foi desvirtuado na peça jornalística em causa;

2. O Secretário de Estado foi explícito ao afirmar que não vai deixar de querer apurar as razões que levam alguns operacionais a relatar publicamente que se encontram parados e sem uma missão atribuída no teatro de operações;

3. Esta posição não constitui, de forma alguma, uma crítica aos bombeiros ou uma tentativa de censura. Pelo contrário, trata-se de uma resposta séria e responsável de quem tem o dever de gerir o sistema de Proteção Civil. Se existem meios e operacionais parados por falta de missão em pleno combate, isso representa uma falha grave na cadeia de comando e coordenação do sistema que exige uma investigação rigorosa;

4. Identificadas as falhas que possam estar na origem dessa falta de missão, serão retiradas as devidas consequências e imputadas as respetivas responsabilidades a quem não cumpriu o seu papel na organização do dispositivo;

5. As palavras do Secretário de Estado da Proteção Civil visam, fundamentalmente, defender os bombeiros e a eficácia do seu trabalho, garantindo que nenhum operacional é deixado sem diretrizes ou desaproveitado por falhas alheias no terreno.”

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