Chumbado o subfundo imobiliário IMOVIRIATO promovido pelo Município de Viseu

... era uma engenharia financeira, oportunista e imediatista, para, de um modo rápido e expedito, cumprir promessas de obras sucessivamente adiadas pelo Executivo...

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  • 7:44 | Sábado, 25 de Julho de 2020
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Segundo os vereadores do PS na CMV e em reunião de 23 de Julho passado, o IMOVIRIATO foi chumbado pela Fundiestamo. Os vereadores consideram que o IMOVIRIATO não passava de uma “engenharia financeira oportunista.”

No seu comunicado pode ler-se:

“O IMOVIRIATO foi classificado como economicamente inviável, em consonância com os argumentos do PS Viseu que não compreendia a rentabilidade financeira do “negócio”, assinalando também que o subfundo imobiliário desvirtuava o espírito do FNRE por se dedicar essencialmente aos serviços e não à habitação.

Para os vereadores do PS a criação do IMOVIRIATO pelo Executivo PSD tinha uma leitura política clara: era uma engenharia financeira, oportunista e imediatista, para, de um modo rápido e expedito, cumprir promessas de obras sucessivamente adiadas pelo Executivo PSD.

Era muito gravosa a alienação, em definitivo, de vários imóveis municipais. Posteriormente, os imóveis já reabilitados seriam arrendados ao Município e, eventualmente, readquiridos ao fim de 10 anos, ainda que não houvesse direito de preferência.

Feitas as contas, só os custos do arrendamento dos imóveis nestes 10 anos aproximam-se ou superavam os custos da sua aquisição e respetivas obras de reabilitação. A médio-prazo, esta engenharia financeira e patrimonial lesava as finanças e o património do Município de Viseu.”

Também mostraram preocupação com a empresa Vissaium XXI, Associação para o desenvolvimento de Viseu, como o foi a finada Lusitânia, uma agência de desenvolvimento regional de má memória, receando que se possa transformar numa nova Viseu Marca, “ao nível das dificuldades de acompanhamento e escrutínio da sua atividade por parte da Oposição. A Viseu Marca, cada vez com mais atividade, inclusive no domínio social e económico, dispõe de toda a margem de manobra para desenvolver a sua atividade e contratar ao exterior, ainda para mais sem o controlo das despesas públicas e o devido escrutínio político.”

No site oficial desta empresa pode ler-se:

“A Vissaium XXI é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, que se propõe a dinamizar o ecossistema empreendedor e reorganizar e revitalizar as incubadoras existentes…”

Sobre ela noticiou um jornal local, em Janeiro de 2019:

“A Câmara de Viseu aprovou a requalificação do complexo onde está instalada a Vissaium XXI, a Associação Para o Desenvolvimento de Viseu que funciona no antigo espaço da Universidade Católica de Viseu, no centro histórico da cidade.

O Município já investiu cerca de 700 mil euros no complexo, mas o investimento total previsto para a requalificação do espaço ronda os 4,9 milhões de euros. É uma área com cerca de 10 mil metros quadrados, que a autarquia arrendou por 25 anos, tendo no final desse período a opção de compra.”

 

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