Face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas elevadas, tempo quente e seco e consequente aumento do perigo de incêndio rural, por iniciativa dos Ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Luís Neves, foi determinado o reforço da vigilância aérea na área de atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), na zona centro do país.
A prioridade de vigilância incidirá sobre os 26 concelhos fortemente afetados pela tempestade Kristin, que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, traduzindo-se num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais, justificando o reforço das medidas de vigilância, deteção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas.
Neste contexto, sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), será ativado um Centro de Operações Permanente na Base Aérea nº5 em Monte Real, durante o período de alerta, funcionando como base avançada de apoio ao CIPO.
Estará posicionado nesta Base Aérea um conjunto significativo de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco.
As aeronaves em prontidão serão as seguintes:
• P-3C CUP+ – aeronave de patrulhamento de longo alcance, dotada de sensores de elevada capacidade para vigilância aérea e recolha de informação em vastas áreas do território;
• EADS C-295M – aeronave de vigilância equipada para missões de reconhecimento, observação e monitorização de grandes áreas, permitindo a deteção precoce de ocorrências e o apoio à coordenação operacional;
• Sistemas aéreos não tripulados (drones), vocacionados para missões de vigilância persistente, deteção de focos de incêndio e monitorização em tempo real das áreas críticas;
• Um UH-60L Black Hawk – helicóptero multifunções com elevada mobilidade e capacidade para reconhecimento aéreo, transporte, combate a incêndios e apoio às operações de proteção e socorro.
Esta operação demonstra a capacidade de atuação conjunta das entidades do Estado, antecipando os períodos de maior risco e mobilizando os meios necessários antes da ocorrência de situações críticas. É esse o princípio que orienta a ação do CIPO: prevenir antes de combater, protegendo as populações, o território e os recursos nacionais.
O Governo apela igualmente à máxima responsabilidade de todos os cidadãos, recordando que, durante os períodos de maior perigo de incêndio rural, qualquer comportamento negligente pode ter consequências graves para as pessoas, os bens e o património natural.
A prevenção continua a ser o primeiro e mais importante instrumento de proteção das populações e do território.