Vale a pena cobrir o Mercado 2 de Maio?

Se querem um centro comercial tapado, já existe, foi ali construído há 35 anos: O Centro Comercial Ecovil. Hoje, está praticamente devoluto.

Texto Carlos Cunha Fotografia Direitos Reservados (DR)

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  • 23:20 | Sexta-feira, 15 de Maio de 2020
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Cobrir o Mercado 2 de Maio só porque sim ou porque temos de gastar uns fundos europeus, é um erro crasso que a governação liderada por Almeida Henriques se prepara para fazer.

Tapar o Mercado 2 de Maio com uma cobertura de painéis fotovoltaicos a fazer lembrar uma central de painéis solares naquela que é uma das principais praças de Viseu está longe de ser a melhor e mais acertada solução.

Nas principais praças deve privilegiar-se o equilíbrio entre o belo, a funcionalidade e os conteúdos culturais/artísticos que ali se vão produzir para atrair pessoas àquele espaço.

Se querem um centro comercial tapado, já existe, foi ali construído há 35 anos: O Centro Comercial Ecovil. Hoje, está praticamente devoluto, resistem meia dúzia de intrépidos comerciantes e outra meia dúzia de serviços (cabeleireiro, escritórios de advogados, e a rádio), que teimam em persistir.

O Centro Comercial Ecovil é um cadáver adiado em pleno coração histórico da cidade. Alguns defendem a demolição e outros a sua renovação. Eu gostava que fosse remodelado e que ali se pudesse voltar a sentir o glorioso pulsar do final dos anos oitenta até meados da década de noventa, onde não havia uma única loja disponível e a afluência de jovens e menos jovens era aos magotes.

Agora, este executivo liderado por Almeida Henriques, a quem os viseenses já deram duas maiorias seguidas, quer replicar o erro no Mercado 2 de Maio. Apetece-me apenas desabafar que para pior já basta assim, pelo menos temos um dos piores trabalhos do maior, mais galardoado e reconhecido arquiteto português da atualidade.

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Publicado em Opinião